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'Quem não gosta de mim, não é problema meu', afirma Dagoberto

Em nova fase no Inter, ex-atacante do São Paulo diz que deixou para trás as polêmicas e garante que já se sente em casa no Sul

Entrevista com

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2012 | 03h02

PORTO ALEGRE - Esquecer o passado. Este é o objetivo de Dagoberto no Internacional. Após cinco anos no São Paulo, o atacante espera iniciar uma nova marca no time de coração de seus pais e deixar para trás o Tricolor - ele evita até falar do ex-clube. Em entrevista ao Estado, o jogador abriu uma exceção e lembrou do passado. Deixou claro seu descontentamento com alguns dirigentes e que sua relação com Rogério Ceni é profissional e nada mais. Além disso, aposta que o Inter é um forte candidato ao título da Libertadores e disse se sentir em casa em Porto Alegre.

Quais são as principais diferenças entre Inter e São Paulo?

São dois times grandes e com objetivos bem traçados. É só questão de adaptação mesmo. Vivi minha história no São Paulo e estou começando uma nova no Inter. Não vejo muitas diferenças.

Já está se sentindo em casa?

Trabalhei com alguns jogadores que estão aqui (no Inter), o grupo é bem bacana e me deixou bem à vontade. Eu que tenho de buscar entendê-los o quanto antes, já que cheguei agora. Mas o grupo me recebeu muito bem aqui.

Você vê o Inter como um candidato ao título da Libertadores?

Temos um elenco muito bom, mas é preciso buscar melhorar a cada dia. É cedo para analisarmos, porque saímos da pré-temporada agora, mas nos entrosando e chegando em um ponto legal, creio que vamos nos tornar mais fortes para podermos sonhar com coisas maiores.

Sua experiência em Libertadores pode ajudar a equipe?

Acho que faço parte de um todo. Aqui tem vários jogadores que disputaram várias Libertadores. É um campeonato que exige muitas coisas. Claro que a experiência ajuda, mas é bom ter também juventude. No Inter, temos as duas coisas e isso nos faz ter confiança de que as coisas podem dar certo.

Como vê a rivalidade entre Inter e São Paulo fora de campo?

Há pessoas inteligentes nos dois lados e que sabem o que é melhor para os clubes. Essa rivalidade é bacana, desde que não saia da dimensão do futebol. Acho legal essas coisas e em momento algum senti que tivesse qualquer problema por ter vindo do São Paulo.

Saiu chateado com alguém do São Paulo?

Não, estou tranquilo em relação a isso. Se alguém me critica e acho que posso aprender com aquilo, tento absorver. Estou em uma nova fase na minha carreira e só desejo que todos que ficaram por lá tenham sucesso. As pessoas que não gostam de mim não é problema meu.

Uma de suas últimas polêmicas no São Paulo foi com Carpegiani (discutiram em campo). Se arrepende do que aconteceu?

Não fiz nada. Fui multado, mas sem ter feito nada. Todo mundo viu o que aconteceu. Conversamos depois do acontecido e até hoje não entendi o porquê de tanta coisa em cima disso. É que as pessoas que não vivem o futebol falam muita coisa sem saber e a gente tem de explicar.

E qual era sua relação com o Rogério Ceni?

A relação com ele era boa...

Só isso? Era boa mesmo?

O Rogério é trabalhador, ídolo do clube e sempre foi respeitado. É que quando o resultado não vem, falam que Fulano brigou com Beltrano. Tomara que parem de falar disso também.

Com o Leco (Carlos Augusto de Barros e Silva, dirigente do São Paulo) é público que vocês não se gostam. Ele te irritou muito no São Paulo?

O problema não era só comigo, é com todo mundo. Cada um tem um dom. O dele era de criticar os outros. Quando o São Paulo perdia, ele agia como torcedor e falava sem pensar. Ele gostava de criticar mesmo.

Sente muita diferença entre as torcidas?

Conquistei meu espaço no São Paulo e hoje chego mais maduro ao Inter. Tudo que aprendi no São Paulo foi bacana, mas passou. A torcida me respeitava e sempre tive o carinho da maioria. Agora, só o tempo vai fazer as coisas acontecerem aqui.

Atuar no time de coração dos seus pais dá a você alguma motivação maior?

Sou profissional. É legal porque a torcida em casa é ainda maior e é gostoso conversar com eles sobre o Internacjonal. Mas a visão deles é um pouco diferente agora.

E a seleção, ainda é um sonho?

É uma pergunta difícil. Eu vivo o meu momento e minha realidade. Se eu for chamado, vou ficar feliz, mas meu objetivo é estar bem no Inter.

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