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Queniana é pega no doping na Maratona de São Paulo e é suspensa por 8 anos

Salome Jerono Biwott foi a segunda colocada da prova paulistana deste ano

Redação, Estadão Conteúdo

18 de julho de 2019 | 10h24

A queniana Salome Jerono Biwott recebeu nesta quinta-feira uma suspensão de oito anos depois de ter sido flagrada pela segunda vez em sua carreira em um exame antidoping. A decisão foi anunciada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, na sigla em inglês), um organismo independente que lida com o antidoping e questões de integridade em nome da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês).

Com 36 anos, a atleta do Quênia testou positivo para a substância proibida Norandrosterona em abril deste ano, durante a Maratona Internacional de São Paulo. Biwott foi a segunda colocada da prova paulistana com o tempo de 2 horas, 37 minutos e 33 segundos. Ela já havia sido punida por um período de dois anos de inelegibilidade em 2012 após ter falhado em outro exame antidoping.

Em sua decisão, a AIU disse que Biwott não cumpriu o prazo de defesa, que começou em 11 de junho - quando a suspensão provisória foi anunciada -, e por isso foi banida por oito anos a partir de 5 de junho e seus resultados foram desclassificados desde 7 de abril, data da Maratona de São Paulo.

"Estamos cientes da questão de Jerono e de outros que ainda estão 'se enganando' lá fora. Seus dias estão contados. Você não vai escapar dessa. É melhor você parar de se enganar", advertiu Barnaba Korir, membro do Comitê Executivo da Federação de Atletismo do Quênia (AK, na sigla em inglês), para outros competidores do país.

O Quênia, país conhecido por seus corredores de média e longa distância, sofreu sérios danos à sua imagem devido a um alto número de violações de doping nos últimos anos. Alguns casos são os de Rita Jeptoo (vencedora das maratonas de Chicago e de Boston, nos Estados Unidos), de Jemimah Sumgong (campeão olímpico) e de Asbel Kiprop (três vezes campeão mundial nos 1.500 metros).

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