Franck Robichon/EFE
Franck Robichon/EFE

Queniano ganha o ouro no dardo com 3ª melhor marca da história

Julius Yego faz lançamento de 92,72 metros em Pequim

Estadão Conteúdo

26 Agosto 2015 | 10h37

Está definitivamente encerrado o tempo em que o Quênia tinha os melhor atletas do mundo apenas nas provas de fundo e meio-fundo. No Mundial de Pequim, os africanos estão se mostrando a principal potência do atletismo como um todo. Nesta quarta-feira, Julius Yego venceu o lançamento do dardo com impressionantes 92,72m, terceira melhor marca de todos os tempos nesta prova.

O recorde mundial (98,48m), do checo Jan Zelezny, dura desde 1996 e parece insuperável. Com o resultado desta quarta, Yego se torna o segundo melhor entre os ''mortais'' no dardo, atrás apenas do finlandês Aki Parviainen, que lançou 93,09m, em 1999. Na história, só outros dois atletas chegaram à casa dos 92 metros.

A temporada de Yego surpreende porque, até o ano passado, ele tinha 85,40m como melhor marca da carreira. Foi o 16.º do ranking mundial de 2014 e já é o terceiro da história em 2015. Uma evolução que só tem comparação com a do também queniano Nicholas Bett, que foi 25.º do mundo nos 400m com barreiras no ano passado e agora é o campeão mundial numa prova que o Quênia nunca teve tradição.

Esse novo cenário é refletido no ranking mundial. O Quênia, que ganhou 12 medalhas no Mundial de 2013, em Moscou, já tem 11 em Pequim. Com seis de ouro, três de prata e duas de bronze, lidera o quadro de medalhas com sobras. Mas também veio do Quênia os dois primeiros casos de doping da competição, de atletas dos 400m rasos e 400m com barreiras.

Nesta quarta, o país africano ganhou também nos 3.000m com obstáculos, prova na qual tem enorme tradição. A nova campeã mundial é Hyvin Kiyeng Jepkemoi, de 23 anos. No pódio em Pequim, a queniana teve a companhia da tunisiana Habiba Ghribi e da alemã Gesa Felicitas Krause.

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