Quenianos treinam no Brasil para a SS

A São Silvestre bate este ano o recorde de inscritos vindos do continente africano: serão 20 atletas, que começam a chegar nesta quarta-feira do Quênia, Etiópia e Burundi. Mas, entre os quenianos, nove já estão no Brasil treinando em uma pequena cidade do Paraná chamada Nova Bárbara.Há três anos, o técnico Moacir Marconi criou a Casa do Quênia, que recebe no final do ano atletas daquele país interessados em disputar a São Silvestre, uma das provas de rua mais populares da América Latina. Em 2004, a casa contava com quatro corredores. Para esta edição da corrida, são nove quenianos, todos de olho no pódio: três mulheres e seis homens.?Os quenianos estão começando a descobrir o Brasil. Ter no currículo o pódio da São Silvestre é excelente para eles. Mas além dela, outras provas do calendário brasileiros estão se tornando importantes internacionalmente. É o caso da Maratona de São Paulo, da Volta da Pampulha e da Meia Maratona do Rio?, disse Moacir Marconi, de 47 anos.Lawrence Kiprotich e Mathew Cheboi, que em 2004 já moraram no Brasil por alguns meses, retornaram este ano e são apontados pelo técnico brasileiro como os dois mais bem preparados para vencer a corrida, ao lado do campeão de 2004, o também queniano Robert Cheruyiot, que chega nesta quarta-feira a São Paulo.Além deles, estão morando na Casa do Quênia os homens John Kiprotich, Elijah Yator, Charles Kori e Syrius Kataron. E, entre as mulheres, Anne Dererve, Josephine Kimayio e Margaret Karie. Segundo o treinador, existem algumas vantagens na preparação no Brasil. ?A primeira delas é o custo. Eles gastam, aproximadamente, 200 reais por mês com alimentação e a casa ? água, luz e telefone. De manhã, tomam um chá que trazem do Quênia com leite. À noite, é sempre polenta ? para fazer uma reserva de energia para o dia seguinte. Também gostam de panquecas. O cardápio não foge disso?, revelou. ?Eles ficam dois ou três meses e depois voltam para seus países ou para a Europa. Dos que estão aqui, oito são patrocinados pela Fila e um pela Nike ? é vantagem também para eles pelo custo. Sobra mais grana?, disse Moacir Marconi. Apesar do ?boom? africano na São Silvestre, Moacir Marconi não acredita que a legião estrangeira chegue a assustar os brasileiros. ?Na verdade, destes 20 africanos, acho que só uns quatro ou cinco estão em boa forma física. Entre os homens, o Marilson (Gomes) é o favorito junto com o Cheruyiot, mas outros nomes fortes são o (José) Telles e o Rômulo (Wagner da Silva)?, avaliou.No sábado, a programação da São Silvestre começará às 15 horas, com a largada dos atletas especiais. A prova das mulheres começa às 15h15 e os homens saem às 17 horas, com transmissão ao vivo da Globo e Gazeta.

Agencia Estado,

27 de dezembro de 2005 | 17h32

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