Robson Fernandjes/AE
Robson Fernandjes/AE

'Queria 5 problemáticos como Neymar'

Técnico assume time do Santos e minimiza as estripulias do jovem astro, que foi expulso quarta-feira após colocar uma máscara em jogo da Libertadores

SANCHES FILHO, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2011 | 00h00

Muricy Ramalho falou durante 45 minutos em sua apresentação como novo técnico do Santos, nesta quinta-feira à tarde, no Centro de Treinamento Rei Pelé. E prometeu respeitar as características dos jogadores e a tradição santista de jogar ofensivamente. Também afirmou que Neymar não é indisciplinado e problemático.

"Eu queria ter mais uns cinco problemáticos como ele. São jogadores como o Neymar que fazem a diferença. Eu joguei e era um pouco problemático também. Só que a gente tem de entender a idade e a alegria dele. O que não pode é ficar pegando no pé do garoto", comentou.

Antes de assistir ao treino dos reservas no campo três do CT, Muricy conversou demoradamente com os integrantes da comissão técnica e depois com os jogadores, antes de seguir para a coletiva de imprensa, onde começou falando do time. "O elenco tem qualidade. Oscilou um pouco porque é natural de um time jovem, mas voltou a se recuperar."

O assunto Paulo Henrique Ganso, é claro, tomou boa parte da entrevista do novo treinador. "A diretoria está fazendo o possível para manter o jogador. Eu, como técnico, tenho de fazer a minha parte, dar a minha opinião e, com certeza, vou chamar o jogador para conversar. Só que a gente tem de entender que ele pode escolher onde vai jogar."

Muricy também comentou a necessidade de algumas mudanças em sua forma de agir. "Se eu tinha alguma coisa para melhorar, era aqui na coletiva com vocês. A gente vai ficando velho e vai melhorando em algumas coisas. Vocês vão sentir isso aqui no dia a dia." Mas logo mostrou seu velho estilo. "O meu DNA? Sei lá... Meu DNA é o seguinte: eu preciso ganhar, senão vocês vão me "cornetar" e o presidente vai me mandar embora. No Brasil é assim. Aqui não sou muito bom com vocês e no social mais ou menos. Então, eu preciso ganhar. E não sei perder. E não é fácil, custa saúde, custa ficar longe da família."

O treinador também comentou sobre suas opções táticas, consideradas defensivas. "Acho que o Santos se acostumou com Dorval, Pelé e Coutinho. Jogar ofensivamente faz parte da história do Santos. O problema não é discutir a defesa, e sim o time. A defesa não começa lá atrás. Começa na frente."

Sobre a Libertadores, mostrou confiança apesar da situação difícil. "É complicado porque o Cerro voltou a ganhar e a decisão será na casa deles. Temos os diferentes fora do time, mas acredito muito no plantel."

O técnico também pretende discutir as expulsões. "Nos times que dirijo sempre levo pessoal da arbitragem para dar aula. Fiz no Fluminense e foi ótimo."

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