''Quero me tornar o maior goleador do clube''

Paulo Baier: jogador do Goiás; meia espera marcar pelo menos um gol nesta tarde para assumir a liderança da artilharia do time na história dos Brasileiros

Rubens Santos, GOIÂNIA, O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2008 | 00h00

Há dois anos, Paulo Baier deixou a lateral-direita para se especializar na posição de meia. Acabou ficando mais perto do gol, marcou mais - 14 só neste Brasileiro, pelo Goiás. Mesmo assim, aos 34 anos, o maior goleador da era dos pontos corridos na competição nacional entra em campo, hoje, com um sonho particular: "Eu quero marcar mais um gol, pelo menos, para somar 52 e passar a ser o maior goleador do Goiás em 34 anos de disputas do Brasileiro." O ponteiro Araújo, com 51, divide o recorde com Baier. Ex-jogador do Palmeiras, gaúcho de Ijuí e torcedor do Grêmio na infância, vai tentar carimbar o recorde num dia especial para o São Paulo. O que vai prevalecer no jogo decisivo de hoje? A pressão do Goiás pelo 6º lugar ou a tensão do São Paulo pela conquista? Tanto a pressão quanto a tensão existem e são comuns num jogo assim. Mas jogo é para ser jogado e nós vamos jogar para vencer. Com certeza, será um grande espetáculo. Nós temos uma estrutura e vamos manter o nosso jeito de jogar para sairmos vitoriosos. Qual será a tática do Goiás para parar o São Paulo?Como parar eu não sei. Eu só sei que não se pode dar chances para eles. É muito difícil vencer uma equipe que está há 18 jogos sem derrota. O São Paulo é um time complicado. É preciso estar atento aos detalhes. Jogar contra o São Paulo é sempre um fato marcante. Me lembro de um jogo do Palmeiras, em Presidente Prudente, e ganhamos por 3 a 1. Na época, o Palmeiras estava sob uma pressão enorme, o Edmundo não estava em campo, mas teve um pênalti que bati e marquei. Pode acontecer de tudo, não é mesmo? A disputa em pontos corridos favoreceu a sua migração da lateral para a meia e fortaleceu essa tendência de artilheiro? O campeonato com pontos corridos tornou o Brasileirão mais emocionante até a última rodada. Como na Fórmula 1, com emoção até a última curva, nos últimos segundos. Você nasceu gremista. Significa que você e o Goiás vão pressionar até o São Paulo até o apito final? Quando criança, eu era gremista, toda a minha família era gremista. Mas hoje eu defendo o Goiás, quem paga meu salário é o Goiás, tenho contrato até março do ano que vem, e nada tenho com o Grêmio.

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