'Quero ser memorável', diz Bolt após levar ouro nos 100m

Jamaicano retomou o título que havia perdido há dois anos, em Daegu, após queimar a largada

AMANDA ROMANELLI - Enviada especial, Agência Estado

11 de agosto de 2013 | 17h29

MOSCOU - Usain Bolt já ganhou tudo o que é possível. Neste domingo, no Estádio Luzhniki, em Moscou, retomou o título mundial da prova dos 100 metros que havia perdido há dois anos, em Daegu, após queimar a largada na final. Para o jamaicano, continuar buscando vitórias faz parte de um objetivo maior: ele quer se tornar "memorável".

"Quero ser memorável. Quero ser um dos grandes, como Pelé, Maradona, Michael Jordan, Muhammad Ali. Quero ser lembrado como eles são. Esse é o meu objetivo, por isso quero continuar vencendo", afirmou o recordista mundial, que ganhou com o tempo de 9s77, sua melhor marca na temporada, e se autointitulou como uma lenda após a conquista do segundo tricampeonato olímpico, em Londres/2012.

Após ser uma lenda e se tornar memorável, Bolt garantiu que ainda quer ser jogador de futebol. Se possível, atuar como lateral e defender o Manchester United, seu time de coração. Ele ainda disse que, para ele, o francês Zinedine Zidane é o melhor de todos os tempos, dentre os que viu jogar. Mas seu preferido, atualmente, é o português Cristiano Ronaldo.

Bolt fez elogios à sua prova, afirmando que fez uma boa saída, o que é seu maior problema na corrida em que não se permite erros. "Foi boa - para os meus padrões, foi perfeita -, e tratei de manter o foco, correndo atrás de Justin (Gatlin) nos primeiros 15 metros. Ele é um cara que não se deixa abalar", disse Bolt, que enfatizou: "Eu diria que não foi das melhores largadas. Mas não me preocupei porque pude me recuperar".

A chuva que desabou na hora da prova, garante, não foi um problema. "Chuva é chuva, sabe? Não me afeta. Não sei se a pista seria diferente, talvez eu possa dizer após os 200 metros, mas para mim pareceu normal. Não tenho do que reclamar. Minhas pernas estão bem, meus músculos funcionaram", ressaltou.

A repórter viaja a convite da IAAF

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