Quito não traz boas lembranças para os brasileiros. Sem vitória há 3 jogos

Quito, palco do confronto de hoje, só traz lembranças negativas para os brasileiros nos últimos anos. Se há um local onde não dão sorte, esse é justamente a capital equatoriana. Tanto para os clubes quanto para a seleção.A equipe nacional do Brasil não vence lá há três jogos e perdeu os dois últimos. Em 2001, nas Eliminatórias para a Copa da Coreia e do Japão, derrota por 1 a 0, sob o comando de Emerson Leão. Em 2003, com Carlos Alberto Parreira, o placar foi o mesmo. "Mas tabu foi feito para ser quebrado, e eu acho que nosso momento está chegando", comentou o confiante Elano.Os clubes também já comprovaram da força equatoriana em Quito. Que o diga o Fluminense no ano passado. Depois de um 0 a 0 na primeira fase da Libertadores, os cariocas voltaram a enfrentar a LDU na final da competição continental. Na decisão, sofreram 4 a 2 e, depois, no Maracanã, conseguiram levar a disputa para os pênaltis, mas acabaram deixando a taça escapar. São Paulo e Santos também não se deram bem nos 2.850 metros da capital do Equador. A equipe tricolor, na época dirigida por Cuca, hoje no Flamengo, foi facilmente superada: 3 a 0. Os santistas, com Oswaldo de Oliveira no banco, caíram por 2 a 1.A altitude sempre foi um fator importante nesses confrontos, mas não a única explicação para os tropeços. O futebol equatoriano evoluiu e disputou as Copas do Mundo de 2002 e 2006. Na Alemanha, bateu Polônia e Costa Rica na primeira fase e garantiu vaga histórica nas oitavas-de-final - derrota para a Inglaterra por 1 a 0.Desta vez, no entanto, o Brasil parece ter boa chance de se reabilitar em Quito, apesar do discurso ousado do técnico Sixto Vizuete. O Equador não conseguiu se acertar depois do último Mundial e faz campanha fraca nas Eliminatórias, em que está fora da zona de classificação para a África do Sul. Em dez rodadas, venceu apenas três partidas e sofreu quatro derrotas. O saldo de gols está negativo em cinco.

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