R$ 40 mil para fazer o 2.º jogo

Barras ganhará o prêmio caso segure o Corinthians

Fabio Hecico e Bruno Winckler, O Estadao de S.Paulo

13 de fevereiro de 2008 | 00h00

Desde o início do ano, o assunto no Barras-PI, time que leva o nome da cidade de 50 mil habitantes e distante 119 quilômetros da capital Terezina, é um só: o duelo com o Corinthians, nesta noite, pela Copa do Brasil. Foram 35 dias de preparação, três amistosos (1 vitória, 1 empate e 1 derrota) e uma proposta tentadora para um time com salários de, no máximo, R$ 2,5 mil mensais. O prefeito da cidade, Manin Rego, presidente de honra do clube, prometeu prêmio de R$ 40 mil aos jogadores caso eles levem a equipe ao segundo jogo. Ou seja, não percam por dois ou mais gols de diferença.O dirigente está tão confiante que fez questão de ser o chefe da delegação na partida. E encarou, ao lado dos demais integrantes do grupo do Barras, a maratona para chegar a Goiânia, local do jogo. Parte do grupo viajou primeiro até São Paulo antes de seguir para o Centro Oeste. Outra foi via Brasília.Com o Estádio Albertão, em Teresina, vetado pela CBF, o Barras estudou atuar em Fortaleza ou Brasília. Optou por Goiânia com a promessa de R$ 100 mil para fazer o jogo lá, além de hospedagens e viagens de graça. No ano passado, no octogonal final da Série C, num duelo em que levou de 6 a 0 do Atlético-GO, sofreu para hospedar todos os jogadores. Acabou acomodando dois atletas por cama de casal para que todos pudessem descansar antes da partida. "O hotel era ruim mesmo, mas a culpa da derrota não foi essa. O time não se encontrou", comentou Manoel Cordeiro, diretor de futebol do Barras na época do jogo.Os piauienses agora têm patrocínio mais forte e esperam que o experiente Sérgio Alves e o jovem Alemão consigam furar a zaga corintiana. Ou, pelo menos, que a defesa segure os paulistas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.