R. Carlos se defende e promete reação

Criticado por não ter atuado na Colômbia, lateral diz estar lesionado e afirma que, com Ronaldo, vai liderar a ''volta por cima''

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2011 | 00h00

Roberto Carlos e Ronaldo, líderes do elenco corintiano e principais alvos da ira da torcida após a eliminação na pré-Libertadores, prometem reagir em campo e comandar o time na busca pela recuperação. As hostilidades de alguns corintianos e os atos de vandalismo aumentaram a motivação na busca pelos títulos que restam ao Corinthians em 2011, o Paulista e a Libertadores, garantem. Ontem, Roberto Carlos falou pela primeira vez após a manifestação furiosa de torcedores que quebraram carros de jogadores, picharam muros do Parque São Jorge e atacaram o ônibus da delegação no sábado.

Em entrevista à TV Globo, o lateral-esquerdo condenou a violência e disse haver manobra política, "algo orquestrado por pessoas que não são torcedoras de verdade". "Quem quebrou carro no CT e jogou pedra no ônibus não é torcedor, é gente paga por outras pessoas. O torcedor corintiano cobra na hora certa e aqueles ali eram vândalos. Ninguém aqui vai baixar a guarda. Vamos nos manter firmes e fiéis, sem medo, batendo de frente."

O jogador revelou, ainda, que vem conversando diariamente com Ronaldo, a quem vem "dando conselhos". Recebeu a resposta que esperava do amigo: o Fenômeno não para, de jeito nenhum, antes de fim do ano. "Não vamos fugir das responsabilidades. Ele e eu viramos corintianos e faremos tudo pelo clube. Voltaremos a dar a alegria ao torcedor."

O lateral, acusado de "pipoqueiro" por não ter enfrentado o Tolima na Colômbia, defendeu-se. Alegou estar com lesão na coxa direita. Por causa de uma inflamação, só voltará a jogar em março. Ronaldo aprimorará a parte física e deve retornar antes.

Ambos terão, no entanto, de mostrar futebol bem acima do apresentado até agora em 2011 para não deixar o Corinthians pela porta dos fundos, como ocorreu com alguns grandes nomes que vestiram a camisa, casos de Rivellino e Edilson, vítimas da revolta do apaixonado torcedor.

"Ronaldo só sai agora se quiser, caso contrário, fica até dezembro e sai comigo", garantiu o presidente Andrés Sanchez. O camisa 9, apesar de criticado por torcedores organizados, segue com prestígio em sua página de recados no site do Corinthians.

O elenco, agora, ganhou respaldo. Ex-capitão do time, o zagueiro William Machado assumiu ontem a função de gerente de futebol e será elo entre os jogadores e torcida e diretoria. "Aqui o trabalho vai ser para que todos estejam na melhor forma possível, mas a escalação fica a cargo do técnico", afirmou William.

Tristeza. Tite e alguns atletas foram ontem ao enterro do meia William Morais, assassinado no domingo, em Belo Horizonte.

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