R. Gomes aceita desculpas e Washington volta a ser titular

Técnico perdoa atacante, alvo de polêmica, que vira arma do São Paulo contra o Universitário, nesta noite, em Lima

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

O São Paulo inicia sua participação nas oitavas de final da Taça Libertadores com o discurso de que empatar com o Universitário, em Lima, às 19h30, não vai satisfazer o grupo. E para sair feliz do Peru, o time do Morumbi tem uma "cara nova" em campo: Washington. A polêmica entre o atacante e o técnico Ricardo Gomes está definitivamente superada. Após deixá-lo no banco nos últimos dois jogos - Santos e Once Caldas -, o treinador o confirmou entre os titulares. "Precisamos melhorar nosso aproveitamento na bola parada", justificou. "O Washington ficou fora dos dois últimos jogos e acredito que, para essa partida, será importante."

Ricardo Gomes fez questão de dizer que só está dando nova chance porque o jogador reconheceu que errou ao criticá-lo publicamente depois da eliminação para o Santos, na semifinal do Paulista. "Se o assunto não estivesse resolvido, não voltaria. A disciplina é o que vale aqui no São Paulo", disse o treinador que, além de repreendê-lo diante do grupo, aprovou a multa de 20% sobre o salário, imposta pela diretoria.

Feliz com a oportunidade, Washington, que entrará no lugar de Fernandinho, está motivado para ajudar o time a chegar às quartas de final. Nesta Libertadores, tem cinco gols - fez dois na vitória sobre o Monterrey na estreia, outros dois contra o Nacional, no Paraguai, e um contra os paraguaios no Morumbi -, o mesmo número anotado pelo Universitário na competição. "Estou empolgado e confiante para voltar", comentou o atacante.

O duelo de Washington será com um atleta bastante conhecido dos brasileiros. O xerifão da defesa do Universitário é o veterano Galván, 36 anos, que, no Brasil, atuou por Atlético-MG, Santos e Paysandu. "Eles têm defesa forte, mas vamos tentar passar por essa barreira", comentou o são-paulino, referindo-se aos dois gols sofridos pelos peruanos na primeira fase. Ao lado do próprio São Paulo e do Internacional, eles são os donos da melhor defesa da Libertadores até agora.

O Universitário pouco fez nesta Libertadores, embora ainda esteja invicto. A equipe peruana venceu os dois primeiros jogos e depois empatou os últimos quatro - três por 0 a 0. "Mas a partir de agora só teremos jogos difíceis", disse o cauteloso Rogério Ceni, que completará hoje 900 jogos com a camisa tricolor.

Fernandão. Alguns diretores são-paulinos não escondiam a animação ontem à noite. O motivo da felicidade foi a notícia de que o meia-atacante Fernandão pedira a rescisão do contrato com o Goiás. Não é de hoje que o jogador é pretendido pelo São Paulo. As conversas foram retomadas e a diretoria goiana já avisou que só libera mediante compensação financeira.

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