Rafael busca no Japão vaga para a Olimpíada

Goleiro santista pretende mostrar na competição na Ásia que tem nervos e qualidade para servir o Brasil em Londres

LUÍS AUGUSTO MONACO / NAGOYA ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2011 | 03h06

Para Neymar, o Mundial é uma vitrine para mostrar aos europeus mais céticos que sua fama é merecida. Para Elano, como ele mesmo definiu, é a competição da vida. Para Ganso, a chance de recuperar o prestígio que tinha antes de começar a se machucar com frequência. E para Rafael, oportunidade de ouro para mostrar que tem qualidade e nervos para ser titular da seleção na Olimpíada de Londres.

A calma do goleiro impressiona. Ele não demonstra o deslumbramento que seria natural para um rapaz de 21 anos que será titular de um dos favoritos ao título. A imagem que passa é a de alguém concentradíssimo em fazer história novamente - foi o goleiro mais jovem a ser campeão da Libertadores como titular.

Com personalidade e firmeza, Rafael aproveita os encontros com os jornalistas para desfazer o que segundo ele foi uma polêmica criada do nada. "Não é verdade que critiquei a bola do torneio. Eu tinha treinado com ela nos jogos da seleção contra a Argentina e respondi que a achei um pouco leve, com uma trajetória instável, mas que até o Mundial teria tempo de me acostumar. E é isso que está acontecendo, não tem drama nenhum.''

Ele também não quer fazer do frio um assunto muito importante. As baixas temperaturas, principalmente depois que o sol se põe (às 17h), são tema recorrente nas entrevistas. O goleiro, porém, já avisou que não vai jogar de calça comprida nem com a calça térmica que a maioria dos jogadores vestirá por baixo do calção. "Treino de calça, mas no jogo vou de calção mesmo. Eu prefiro, me sinto mais à vontade.''

O Mundial pode fazer de Rafael um nome forte no mercado de transferências de janeiro na Europa. O Santos já recusou duas ofertas do Palermo, mas um bom desempenho no torneio pode reativar os contatos. E há rumores de que a Roma o está observando. Se sair em janeiro, quer ir para um clube em que chegue e já assuma a posição, porque ficar seis meses no banco pode deixá-lo fora da Olimpíada.

Rafael já mostrou em vários jogos que é um grande pegador de pênaltis, mas ainda não precisou decidir nada. Rafael repete o chavão de todo goleiro de que o melhor é o time vencer sem que ele precise ter trabalho, mas se algum dos jogos do Mundial for para os pênaltis ele terá a chance de mostrar sua habilidade - e seu ritual de ficar se movimentando lateralmente em cima da linha com os braços erguidos para tentar desconcentrar o batedor.

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