Rafael Lima vence na estreia e já garante medalha no boxe do Pan

Não é segredo para ninguém que o peso superpesado (+91kg) é o calcanhar de Aquiles do boxe amador brasileiro. Tanto que, ao distribuir convites para os Jogos Olímpicos do Rio-2016 ao país-sede, a Federação Internacional (Fiba) não autorizou que uma dessas credenciais seja usada nessa categoria. Mas agora parece haver uma luz no fim do túnel.

Estadão Conteúdo

19 de julho de 2015 | 23h16

Veterano de 32 anos, Rafael Lima foi chamado de volta à seleção brasileira permanente, após passar pela WSB (World Series of Boxing) e já garantiu medalha nos Jogos Pan-Americanos. Como a chave em Toronto tem apenas oito atletas, ele estreou já nas quartas de final, venceu Clayton Laurent, das Ilhas Virgens por decisão dividida dos árbitros, e se classificou para a semifinal, contra o venezuelano Edgar Muñoz Mata. Como não há disputa pelo terceiro lugar no boxe, vai ganhar pelo menos o bronze.

Outros três brasileiros estrearam nas oitavas de final neste domingo, com duas vitórias e uma eliminação. Assim, o Brasil, que levou apenas sete boxeadores a Toronto, tem uma medalha garantida e quatro atletas nas quartas de final. Dois já deram adeus à competição.

O meio-pesado Michel Borges teve uma estreia difícil contra o norte-americano Steven Nelson, mas venceu por decisão dividida dos árbitros. Ele herdou a titularidade na seleção após Yamaguchi Falcão migrar ao boxe profissional. Pelas quartas de final, luta contra Albert Duran, da Venezuela.

Roberto Queiroz (o substituto de Everton Lopes) avançou às quartas de final entre os meio-médios após vencer, também por decisão dividida dos árbitros, o canadense Sasan Haghighat-Joo. Na terça, enfrenta Gabriel Maestre, também da Venezuela.

A única eliminação foi do mosca Julião Neto. O veterano de 33 anos era favorito no confronto contra Eddi Barillas, da Guatemala, mas acabou surpreendido, também por decisão dividida.

Neste ciclo olímpico, as regras do boxe amador foram alteradas, se aproximando das do boxe profissional. São três juízes e cada um deles aponta quem venceu cada round, determinando, assim, quem venceu o confronto.

No sábado, galo Carlos Rocha, de apenas 21 anos, estreou vencendo o guatemalteco Juan Reyes Donis, enquanto o pesado Juan Nogueira fez luta equilibradíssima contra Sammy Elmais, do Canadá, e acabou eliminado.

O boxe brasileiro está muito desfalcado em Toronto. Robenilson de Jesus, Robson Conceição e Patrick Lourenço estão participando de uma liga semi-amadora da Federação Internacional de Boxe Amador (Fiba) e, por terem compromissos em datas próximas do Pré-Pan, foram proibidos de lutar a seletiva.

Como a seleção tem poucos atletas, a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) não tinha substitutos para levar ao Pré-Pan e ficou sem vaga em Toronto nas categorias mosca ligeiro e leve. A exceção foi Carlos Rocha, que foi à seletiva em substituição a Robenilson, no peso galo, e se classificou para o Pan.

Flávia Figueiredo é a única representante do boxe feminino e estreia na segunda, no peso médio, contra uma norte-americana, já nas quartas de final (se vencer, garante medalha). Joedison Teixeira, o Chocolate, substituto do agora profissional Robson Conceição, também começa nas quartas no meio-médio ligeiro. Na terça, ele luta contra o mexicano Raul Curiel.

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