Rafael Moura salva o Fluminense de derrota na estreia

Centroavante repete dose do clássico com Botafogo, faz dois gols e ajuda o time a empatar com o Argentinos Juniors: 2 a 2

Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

Fluminense e Argentinos Juniors fizeram um jogo de dimensões épicas, com lances controversos e muitos gols na abertura da fase de grupos da Libertadores, ontem, no Engenhão. Pior para os donos da casa, que amargaram um empate por 2 a 2. A partida foi válida pelo Grupo 3, que conta ainda com América (MEX) e Nacional (URU).

Apesar de ter ficado duas vezes atrás no placar, o sentimento de derrota foi ainda maior, pois o time sofreu dois gols de cabeça do pequenino Niell, de escasso 1,62 m. Rafael Moura, por sua vez, também fez dois, suprindo a contento a ausência do suspenso Fred e sendo o salvador da pátria. "Estou feliz pelos quatro gols em dois jogos, mas trocaria todos por duas vitórias", disse Moura, citando a derrota para o Botafogo pelo Carioca.

O jogo começou nervoso e foi marcado por dois lances polêmicos, ambos desfavoráveis aos argentinos. Muita afobação de ambos os lados, precipitação em fazer o passe levava a sucessivos erros. O primeiro lance a favor dos visitantes e que suscitou dúvidas ocorreu a um minuto. Mariano entrou duro em Oberman dentro da área, em lance bem duvidoso. O árbitro Carlos Torres, do Paraguai, nada marcou.

Aos 35, Gum dividiu com Niell e a bola foi mansamente rolando para dentro do gol. André Luís chegou espanando em cima da linha. Um lance bem complicado. A bola pareceu ter sido tirada de dentro da meta, mas até os replays foram inconclusivos.

O gol da vantagem surgiu com o baixinho Niell subindo livre para testar. A bola desviou em Diguinho e "matou" Diego Cavalieri. "Um baixinho daquele tamanho não pode cabecear no primeiro pau e fazer um gol", reclamou o zagueiro André Luís.

O sentido de urgência bateu forte no Tricolor na volta do intervalo. A pressão deu resultado e o empate não tardou. Aos 12, Carlinhos cruzou e Rafael Moura mergulhou para cabecear. O goleiro Navarro falhou.

O gol, porém, não abalou os argentinos, que continuaram com a mesma estratégia: paciência, autocontrole e contra-ataques. Em um deles, veio o segundo e novamente com Niell, e novamente de cabeça. Oberman acertou belo cruzamento que encobriu Cavalieri e achou o atacante livre aos 25. A torcida injustamente pediu o retorno de Ricardo Berna ao gol tricolor.

Em outra cabeçada, Rafael Moura salvou o time do fracasso em sua primeira batalha.

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