Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Rafael Nadal promete que vai fazer de tudo para participar dos Jogos do Rio

Tenista espanhol se ressente de ter se lesionado e perdido a Olimpíada de Londres

AMANDA ROMANELLI e NATHALIA GARCIA, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h04

SÃO PAULO - Rafael Nadal está no Brasil pela segunda vez em sua carreira - a estreia no País foi em 2005, quando disputou o único torneio brasileiro da ATP. Mas o espanhol de 26 anos já projeta um retorno para daqui a menos de quatro anos: seu sonho é disputar a Olimpíada do Rio, em 2016.

Campeão olímpico em Pequim-2008 ao derrotar o chileno Fernando González, Nadal contou que a impossibilidade de defender seu título nos Jogos de Londres, no ano passado, foi um dos momentos mais difíceis do seu período de afastamento das quadras por causa de uma tendinite no joelho esquerdo.

"Não poder estar na Olimpíada de 2012 me deixou a necessidade de voltar a disputar os Jogos. É um sentimento que quero superar e 2016 é um objetivo a longo prazo, mas também muito real", afirmou Nadal, que terá 30 anos nos Jogos do Rio. "Vou trabalhar a cada dia para poder competir em boas condições e desfrutar daquela que pode ser minha última Olimpíada."

Nadal ressaltou que ainda não está totalmente recuperado da lesão e o joelho tem comportamento instável. Por isso, não coloca o título como um objetivo em São Paulo. Ontem, o espanhol estreou com vitória nas duplas e hoje, não antes das 21h, disputa a segunda rodada com o argentino David Nalbandian. A primeira partida de simples será amanhã, contra o vencedor do jogo de hoje entre o conterrâneo Ruben Ramirez Hidalgo e o brasileiro João Souza, o Feijão. "Tenho confiança de que vou melhorar. Não acho que isso (a lesão) será um problema no futuro. O que me preocupa é o tempo. Quero ter a oportunidade de fazer tudo no menor espaço de tempo possível."

Com clara limitação de movimentos, Nadal diz que terá de fazer algumas adaptações no seu estilo de atuar. Mas mudá-lo para evitar a enorme intensidade de seu jogo é impossível. "Não tenho como me reprogramar, não sou bom a esse ponto", brincou. "Sou o que sou e mudar drasticamente é impossível. Tenho apenas de seguir melhorando para prolongar minha carreira."

Batendo forte

Sofrendo na pele o desgaste causado pelo calendário cheio, Nadal fez muitas críticas à ATP. Para o espanhol, a Associação dos Tenistas Profissionais não se importa com os jogadores, por permitir um grande número de partidas em quadras duras, e tampouco com a qualidade do jogo, por causa da limitação do tempo de saque, regra que tem causado críticas de vários outros tenistas.

Para o espanhol, as quadras duras agridem as articulações, abreviam carreiras e prejudicam a vida do atleta pós-tênis. "As quadras duras são agressivas para costas, tornozelo, joelho. Não imagino jogadores de futebol jogando sobre cimento. O tênis é o único esporte que comete esse erro e acho que não vai mudar, pelo menos não na minha geração. A ATP se preocupa muito pouco com os jogadores."

O tenista também se mostrou contra os 25s para o saque. "Se a ATP quer um esporte só de velocidade, a regra é boa. Mas se quer um esporte com estratégia e pontos espetaculares, não é. Sei que os jogadores no vestiário não estão satisfeitos."

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