Rafael pode ser cortado do amistoso da seleção

SANTOS. NEYMAR TREINA PARA FAZER GOL DE BICICLETA

SANCHES FILHO , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2012 | 03h03

O problema de Rafael pode ser mais sério do que simples dores na coxa direita, como o clube divulgou na sexta-feira. Ontem, o goleiro do Santos não apareceu no campo do CT Rei Pelé. Como os médicos são proibidos de dar entrevista, a única informação foi de que o atleta passou por uma reavaliação e foi dispensado. Como não treinou, Rafael pode ficar fora do jogo de amanhã às 19h30, na Arena Barueri, contra o Comercial. E, se não jogar, pode até ser cortado da seleção brasileira para o amistoso contra a Bósnia.

Se o dia de ontem foi ruim para Rafael, o mesmo não se pode dizer para Adriano. Três meses depois de sofrer grave contusão no tornozelo direito no jogo contra o Atlético-GO, no Pacaembu, o volante foi liberado pelo departamento médico e pela primeira vez correu em volta do campo três do CT. Foi mais um passo no processo de sua recuperação. Ele tem esperança de voltar a jogar ainda na fase de grupos da Taça Libertadores. "Quem sabe contra o Internacional (dia 6 de março, na Vila Belmiro) eu tenha condições para ficar no banco", torce Adriano. "Já me sinto muito bem e o trabalho agora é recuperar o condicionamento físico e a musculatura, principalmente da panturrilha direita. Quero voltar logo e, para isso, vou trabalhar forte nos próximos dias".

A ausência na decisão do Mundial de Clubes da FIFA, em 18 de dezembro, em Yokohama, no Japão, foi a sua grande frustração. Desfalque que até hoje é usado como desculpa por torcedores fanáticos que acreditavam que ele pudesse parar Lionel Messi e que o resultado do jogo seria diferente.

Exageros à parte, Adriano é o tipo de volante que todo técnico admira e gosta de ter no time para ser o "cão de guarda" à frente da defesa. Tanto que mesmo durante o período de sua recuperação, o Santos recebeu sondagens de vários clubes interessados em contratá-lo.

O volante não escondeu o contentamento por ter voltado a trabalhar no campo. "Já estava fazendo algumas atividades na esteira, mas trabalhar no campo é diferente. Estou muito feliz", disse, após correr cinco mil metros.

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