Rafael Silva mira façanha no Mundial: bater Teddy Riner

O mundo do esporte é feito de fenômenos. No caso do judô, ele é Teddy Riner. O francês, de apenas 25 anos, é dono de seis títulos mundiais consecutivos na categoria pesado (mais de 100 kg) e ganhou o ouro olímpico em Londres/2012. Sua última derrota na carreira foi em 2010, e desde então, ganhou 62 combates seguidos.

AMANDA ROMANELLI, Estadão Conteúdo

29 de agosto de 2014 | 17h05

Este é o homem que Rafael Silva, o Baby, quer derrotar neste sábado, último dia de disputas individuais do Mundial de Judô de Chelyabinsk, na Rússia; as eliminatórias começam às 2 horas (de Brasília) e as finais, às 8 horas. O brasileiro é o atual vice-campeão mundial - perdeu para Riner a final do Mundial do Rio, no ano passado - e conquistou a medalha de bronze nos Jogos de 2012. Também lidera o ranking mundial dos pesados, enquanto o francês é o quarto colocado (ele disputou apenas uma competição no ano, o Campeonato Europeu, e venceu).

Baby diz que, desde o ano passado, tem se esforçado em melhorar pontos que, segundo ele, podem trazer uma vitória inédita contra o francês. Afinal, nas seis vezes que se encontraram, o brasileiro perdeu todas. "Para esse Mundial, eu corrigi bastante coisa na minha luta, e agora é esperar para ver o que vai acontecer", explica. Baby estreia direto na segunda rodada, e pega o vencedor do confronto entre o alemão Andre Breitbarth e Mukhamadmurod Abdurakhmonov, do Tajiquistão.

O brasileiro se dedicou especialmente a dois pontos: a pegada no quimono (kumi-kata) e a força física. "Trabalhei bastante essas duas características. A pegada é a minha principal dificuldade com ele. No judô, quem domina o kumi-kata vai melhor, impõe o seu ritmo e tem mais facilidade para encaixar os golpes. E eu também quis diminuir a nossa diferença de força." Baby admite que, ao aprimorar seus pontos fracos, vê Riner no horizonte, mas sem se descuidar do restante dos adversários. "Claro que ele é o alvo da categoria, mas não posso esquecer dos outros rivais. Não estou tão distante dos outros como ele (Riner)."

Além de Baby, o Brasil terá outro judoca na categoria pesado, o mato-grossense David Moura, de 27 anos. Ele é o sexto colocado do ranking, disputa seu primeiro Mundial e nunca enfrentou Riner. Moura também estreia na segunda rodada, mas já tem adversário definido: o ucraniano Stanislav Bondarenko. Luciano Corrêa, campeão mundial em 2007, é o terceiro brasileiro na chave masculina, mas ele disputa a categoria meio-pesado (até 100 kg). Número 10 do mundo, ele estreia na primeira rodada contra o búlgaro Daniel Dichev.

FEMININO - No pesado feminino (mais de 78 kg), a adversária a ser batida é Idalys Ortiz. Apesar de ser a atual campeã olímpica e mundial, a cubana não tem conquistado bons resultados nesta temporada. Pode ser a chance que Maria Suelen Altheman esperava: a brasileira nunca conseguiu vencer a rival. São seis lutas, e seis derrotas, incluindo a da final do Mundial do Rio, no ano passado. O Brasil ainda terá Rochele Nunes, 18ª do ranking, que luta na estreia com a turca Gulsah Kocaturk. Quem vencer enfrenta, justamente, Idalys nas oitavas de final.

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