Ralf livra Corinthians do pesadelo

Volante faz o gol de empate no último minuto diante do Táchira e alivia sofrimento do time na estreia, em San Cristóbal

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h01

Um gol improvável de Ralf, aos 48 do segundo tempo, salvou o Corinthians de uma estreia desastrosa na Libertadores diante do Deportivo Táchira, ontem à noite, em San Cristóbal, na Venezuela. O adversário já pedia o final do jogo quando Alex cobrou uma falta da intermediária, que foi direto na cabeça do volante.

O empate em 1 a 1 foi, de certo ponto, justo. Mas não escondeu as deficiências do time de Tite, que há três dias atrás havia feito um clássico quase perfeito contra o São Paulo, no Pacaembu.

Foi o nervosismo da estreia? O desgaste da viagem? A maneira como Tite escalou a equipe? Ou os jogadores que não atuaram bem? Um pouco de tudo.

O Corinthians não fez uma péssima partida, mas também não fez um bom jogo. O Táchira foi só um pouco mais objetivo, fez um gol num lance até de sorte, mas foi o suficiente para quase vencer o jogo.

A escalação de Jorge Henrique no lugar de Alex não tornou o time paulista mais veloz, como se esperava. Nem antes, nem depois do gol do Táchira, aos 21 minutos do primeiro tempo.

O que aconteceu foi que antes de Herrera aproveitar a falha de Chicão e Júlio César, o Corinthians dominava o jogo.

Após o gol, entrou em curto-circuito, sofreu a tradicional pane que assola o time quando disputa a Libertadores.

Houve duas chances de empate. Danilo, de cabeça, mandou a bola na trave. Emerson, dentro da área, parou no goleiro.

O Corinthians não estava jogando metade do que havia jogado no clássico contra o São Paulo. O meio não criava com Danilo e Jorge Henrique, a bola não chegava em Liedson, e Emerson não acertava uma jogada.

Tite mudou a estrutura do time no segundo tempo. Sacou, com razão, Liedson e Emerson, e deu chance a Elton e Alex. Não foi o suficiente para chegar ao empate. O Corinthians ainda foi salvo pelo bandeirinha, que anulou um gol de Chourio dificílimo de ser marcado.

E, em contrapartida, Castán e Elton perderam gols dentro da área que, com um pouco mais de calma, não se perdem. Mas esses lances resumem bem o que aconteceu com o Corinthians, salvo pelo seu jogador que jamais havia marcado um gol de cabeça.

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