Real, entre o ataque e a retranca contra Barça

Ainda traumatizado com os 5 a 0 sofrido no ano passado, Mourinho arma time com 3 volantes para encarar o maior rival

PAULO VINÍCIUS COELHO / MADRI, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2011 | 03h06

A maior goleada sofrida na carreira de José Mourinho foi os 5 a 0 para o Barcelona, em novembro do ano passado, pela edição anterior do Campeonato Espanhol. Para o técnico do Real Madrid isso é um trauma. Um ano depois, líder do campeonato 2011/2012 e dono do melhor ataque da Europa (49 gols em 15 jogos), Mourinho teria a chance de escalar um time ofensivo hoje, às 19 horas (de Brasília), no Santiago Bernabéu. Não fará isso.

Ontem, a entrevista coletiva do assistente técnico Aitor Karanka - treinador português não quis dar declarações - confirmou que o Real enfrentará o Barcelona com três volantes. A outra opção seria escalar Xabi Alonso e Khedira na cabeça de área, Di María, Özil e Cristiano Ronaldo na linha de armadores, Benzema no ataque. Isso, porém, significaria repetir a formação daquela acachapante derrota por 5 a 0.

"Os jogadores (do Real) dizem que, desde aquela derrota, Mourinho está em estado de choque quando fala do Barcelona'', relata o repórter Diego Torres, do jornal El Pais.

Se escalar o quarteto com Di María, Ronaldo, Özil e Benzema representa repetir a formação da goleada, usar três volantes foi a escolha em três dos quatro jogos do mês de abril, quando a maratona de clássicos aconteceu num intervalo de 18 dias. Com três volantes, naquele mês, o Real perdeu por 2 a 0 e empatou por 1 a 1 no Santiago Bernabéu, e venceu em Valência na final da Copa do Rey por 1 a 0, mas na prorrogação. Ou seja, não conseguiu ganhar em 90 minutos.

Na quarta partida da série, Mourinho abriu mão do terceiro volante e empatou por 1 a 1 no Camp Nou, no jogo de volta da Liga dos Campeões.

O Real lidera o campeonato com 37 pontos. O Barcelona tem 34. Se vencer, o Real completará 16 vitórias consecutivas, recorde na história do clube. Também abrirá seis pontos de vantagem sobre o rival na tabela da liga espanhola, e com um jogo a menos.

Para o Barcelona, a partida representa o empate na tabela de classificação e marcas individuais. Messi está a um gol de se tornar o maior goleador do clube na história do clássico - já fez 13 gols em 15 jogos contra o arquirrival de Madri. Se jogar, Puyol será o atleta do Barcelona com maior número de partidas no clássico. O jogo marca a despedida do Barça, que amanhã embarca para o Japão onde vai disputar o Mundial de Clubes.

Nos últimos sete anos, Real e Barcelona revezaram-se na conquista do título espanhol e em apenas uma dessas sete temporadas o vice-campeão não foi um dos dois - o Villarreal foi vice em 2008. Em todos esses campeonatos, quem ganhou o clássico do primeiro turno ganhou o título no final da campanha.

Também hoje jogam Levante x Sevilla e Bétis x Valencia.

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