Real estreia com vitória heroica sobre o City

Triunfo de virada, por 3 a 2, veio aos 45 minutos da etapa final com gol de Cristiano Ronaldo. Equipe lidera o grupo da morte

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h06

Quando Cristiano Ronaldo definiu a vitória do Real Madrid por 3 a 2 sobre o Manchester City, no Santiago Bernabéu, aos 45 minutos do segundo tempo, José Mourinho se ajoelhou no gramado. Havia tudo no gesto, menos a soberba habitual.

Havia, sobretudo, o orgulho de vencer uma partida que concentrou os ingredientes de um campeonato inteiro - emoção, tática, técnica, erros, entrega, habilidade e talento.

Mourinho vibrou por uma vitória de virada diante de um gigante. O campeão inglês Manchester City é encardido, organizado e traiçoeiro. Ficou espremido nas cordas, esperando para dar o bote com o polivalente Yaya Touré. Deve se classificar junto com o Real nesse Grupo D, a chamada chave da morte - na outra partida, o Borussia Dortmund venceu o Ajax por 1 a 0.

Mourinho berrou porque os erros de sua equipe permitiram que o time inglês sempre estivesse à frente. Primeiro com Dzeko, que terminou um contra-ataque de Yaya Touré - Marcelo e Pepe contribuíram. Depois com Kolarov em uma falta despretensiosa - Casillas e Alonso falharam.

Antes de cada um dos gols, o Real remou como remam aqueles que sabem que vão chegar à terra prometida. Primeiro com Marcelo, que acertou um belo chute de fora da área após duas tentativas perigosas. Depois com Benzema, na jogada simples de qualquer centroavante, driblar para o lado e finalizar.

Com o 2 a 2, o Real contou com a sorte para virar. No chute salvador de Cristiano Ronaldo, o zagueiro Kompany se abaixou e deixou o goleiro Hart vendido.

Mourinho se ajoelhou porque sua equipe jogou mais, apagou os fiascos do Campeonato Espanhol e terminou o jogo com 30 finalizações, uma a cada três minutos (os ingleses chutaram só oito vezes a gol). Mourinho se ajoelhou porque - às vezes - é humilde, penitente e reconhece que uma vitória aos 45 da etapa final só pode ter sido obra dos deuses do futebol.

Grande exibição. Jogando em casa, o Paris Saint-Germain conseguiu fazer diante do Dínamo de Kiev tudo o que está devendo no Campeonato Francês. Fez 4 a 1, com bela participação dos brasileiros. Depois de Ibra abrir o placar de pênalti, marcaram o estreante Thiago Silva - em jogada de atacante - e o zagueiro Alex; Pastore fechou a goleada. No outro jogo do grupo, o Porto fez 2 a 0 no Dínamo Zagreb.

O Milan foi a grande decepção do início da rodada. Empatou por 0 a 0 com o Anderlecht no San Siro, de onde saiu vaiado, e mergulhou de vez em uma crise que pode provocar a demissão do técnico Massimiliano Allegri (no Italiano, o clube tem duas derrotas em três partidas).

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