Manu Fernandez/AP Photo
Manu Fernandez/AP Photo

Real Madrid cai aos pés de Messi

Argentino fez dois gols e ainda deu o passe para o terceiro do Barcelona na vitória por 3 a 2, que valeu o título

, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

Na primeira decisão da temporada 2011/12, o Barcelona mostrou que tem tudo para ser novamente a equipe a ser batida no mundo. Em mais uma partida eletrizante, bateu  o Real Madrid por 3 a 2, no Camp Nou, e conquistou a Supercopa da Espanha.

O jogo - o sétimo entre as equipes em 2011 -, também mostrou que a rivalidade dos dois maiores clubes da Espanha fica cada vez mais quente. Após uma semana de provocações, depois do empate por 2 a 2, na primeira partida da decisão, os jogadores, mais uma vez, mesclaram belas jogadas com duras divididas e muitas reclamações.

No final do jogo, após o cartão vermelho para o lateral-esquerdo Marcelo, os times iniciaram uma confusão, que culminou com a expulsão de Özil e Villa, que haviam sido substituídos e invadiram o campo para brigar.

A taça teve sabor especial para os torcedores do clube catalão, já que o time chegou ao seu 73.º título, igualando o número de conquistas do adversário da capital espanhola, entre torneios nacionais e internacionais.

O técnico Pep Guardiola chegou ao seu 11.º título no comando do Barcelona, igualando o feito de um dos ídolos da história do clube: Johan Cruyff.

Ritmo forte. Na segunda partida da nova temporada Barça e Real mostraram para o público de mais de 95 mil torcedores que lotaram o Camp Nou o resultado da pré-temporada de cerca de um mês.

Precisando da vitória, já que o Barcelona jogava por empate (0 a 0 ou 1 a 1), o Real foi para cima do adversário. Aproveitando a velocidade de Cristiano Ronaldo e Di Maria, somada a presença de área do francês Benzema, o time da capital cercava a área do goleiro Valdéz.

O ímpeto foi o erro do Real, que deixou espaços para o ainda mais veloz ataque do Barcelona. Em bola de Messi, Iniesta aproveitou bobeada da zaga e abriu o placar, para delírio dos torcedores do Camp Nou.

O gol não minimizou a vontade do time de José Mourinho, que nem levantava do banco de reserva. Obstinado, o Real continuou no ataque e empatou com Cristiano Ronaldo.

A partida ganhou ainda mais velocidade e chances claras para os dois times. Aos 44 minutos, Messi aproveitou a dele.

Na segunda etapa, o jogo foi marcado também por lances mais duros. A torcida do Real ainda comemorou a chance de ir a prorrogação, com o gol de Benzema, aos 36 minutos. Mas Messi, sempre ele, desempatou, aos 42.

No fim, os atletas do Barcelona e Real trocaram alguns sopapos, tirando um pouco do brilho do clássico.

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