Kote Rodrigo/EFE
Kote Rodrigo/EFE

Real Madrid entra sob pressão no dérbi

Time branco enfrenta o Atlético e corre o risco de perder terreno em relação aos líderes do Campeonato Espanhol

MADRI, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2013 | 02h10

MADRI - Com a volta de Bale, que fará sua estreia no Santiago Bernabéu, o Real Madrid recebe hoje o Atlético com a obrigação de vencer para não correr o risco de já ficar a cinco pontos de distância do rival e também do Barcelona, que enfrentará o fraco Almería. O time tem 16 pontos em seis rodadas, e os líderes somaram os 18 possíveis. Durante 14 anos (25 confrontos) o Atlético de Madrid foi um saco de pancadas do Real, mas no último clássico quebrou esse jejum em grande estilo ao derrotar os merengues na final da Copa do Rei em pleno Santiago Bernabéu.

"Aquela vitória tirou um peso de nossos ombros, mas o jogo de amanhã (hoje) é outra história. O Real Madrid é melhor do que nós e tem um elenco riquíssimo. Teremos de jogar com 110% de nossa capacidade para conseguir um bom resultado", disse o técnico Diego Simeone.

Com seis vitórias em seis rodadas, sua equipe registra o melhor início de campeonato da história do clube. No Real, o técnico Carlo Ancelotti exige uma atuação bem melhor do que a do meio da semana - quando o time venceu o Elche fora de casa por 2 a 1 graças a um pênalti inventado pelo árbitro que foi convertido por Cristiano Ronaldo aos 49 minutos do segundo tempo. "Sabemos o que não fizemos bem diante do Elche, e estamos preparados para fazer uma grande partida contra um adversário que vive um ótimo momento."

O Barcelona jogará fora de casa contra o Almería, e o técnico Tata Martino deu sinais de que deixará Neymar no banco para poupá-lo. "De agosto para cá, Neymar é o jogador do elenco que mais jogou depois de Valdés. Ele disputou oito partidas em 28 dias, e acaba de ser convocado para defender o Brasil em amistosos na Coreia e na China. Preciso cuidar dele para tê-lo sempre bem."

O técnico já poupou Xavi, Iniesta, Fábregas, Daniel Alves e Pedro em jogos anteriores, e disse que vai continuar dosando as energias de seus jogadores. "Sei que Messi e Neymar não gostam de ser substituídos e que Xavi, Iniesta e Fábregas não gostam de ficar fora da lista de convocados, mas sou pago para tomar decisões e vou continuar fazendo o que acho melhor."

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