Real Madrid preocupado com o CSKA Moscou e o frio de -12°C

Espanhóis jogam hoje, em Moscou, pelas oitavas de final de olho na estratégia adversária e no termômetro

O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2012 | 03h06

MOSCOU - O frio deve trazer mais problemas ao Real Madrid do que o CSKA Moscou, hoje, pelas oitavas de final da Copa dos Campeões. No horário do jogo (21h locais e 15h de Brasília), a previsão é de que a temperatura seja de seis graus negativos, com sensação térmica de -12°C. Como deve nevar à tarde e a grama do estádio Luzhniki é sintética, alguns jogadores do time merengue usarão chuteiras especiais.

Ontem, o Real treinou no local sob oito graus negativos e sensação térmica de -10°C. A atividade durou 45 minutos.

"Teremos de ser mais fortes do que as condições que nos esperam. Grama sintética não é igual à natural e -15°C não é o mesmo que dez graus. São elementos novos para nós. Não tivemos oportunidade de nos preparar para este tipo de condições e, por isso, precisamos ser fortes mentalmente", afirmou o técnico José Mourinho.

Apesar das dificuldades, ele promete manter o esquema ofensivo, marca do Real nesta temporada. "Não podemos brincar, temos de sair com tudo", avisou Mourinho.

O treinador, portanto, refuta a possibilidade de poupar algum jogador por causa do frio. "A Copa dos Campeões é importante demais para se fazer um rodízio. Entre os nossos jogadores não há diferença de qualidade, mas sim de características", justificou.

Na primeira fase da Copa dos Campeões, a equipe venceu os seis jogos que disputou e marcou 19 gols, média de 3,1 por partida. No Campeonato Espanhol, o desempenho é ainda melhor. Em 23 rodadas, o time fez 79 gols, média de 3,4.

A meta de Mourinho é, claro, vencer. Caso não seja possível, ele já avisou que o objetivo é voltar para Madri com pelo menos um empate com gols. A partida de volta será dia 14 de março.

Do lado do CSKA, o técnico Leonid Slutsky reconhece a superioridade do adversário e diz que seria um milagre a sua equipe eliminar os espanhóis. Mesmo assim, não perde as esperanças. "Às vezes, milagres acontecem. Por que não poderiam acontecer com a gente?", indagou em entrevista o jornal espanhol Marca.

EM NÁPOLES 

Também hoje, no estádio San Paolo, o Napoli recebe o pressionado Chelsea. O time inglês vive péssima fase e venceu apenas uma das últimas seis partidas. Novo tropeço pode custar o emprego do técnico André Villas-Boas, criticado pela torcida e pela imprensa inglesa. "Podemos sentir que ninguém acredita na gente", afirmou o atacante Drogba.

O Napoli, em contrapartida, está em lua de mel com a sua fanática torcida, empolgada com a volta da equipe à Copa dos Campeões depois de 21 anos.

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