Rebeca Gusmão pedirá novo exame antidoping com amostra B

A amostra B trata-se de um frasco alternativo contendo a mesma urina da principal, que deu positivo

Leonardo Maia, Agência Estado

06 de novembro de 2007 | 19h11

A nadadora Rebeca Gusmão, cujo exame de antidoping realizado durante os Jogos Pan-Americanos Rio 2007 acusou altas taxas de testosterona exógena (não produzida pelo corpo), irá pedir a realização de novo exame com a amostra B. Trata-se de um frasco alternativo contendo a mesma urina da amostra principal com a função de permitir a verificação em caso de resultado positivo.  Veja também: Entenda o caso de doping da nadadora Rebeca Gusmão No entanto, o próprio presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, diz que a reversão do quadro é muito improvável. "A situação da Rebeca é delicada. Nunca soube de casos onde a amostra B negava o resultado do exame original".  A nadadora deverá viajar para o Canadá, onde fica o laboratório que realizará o teste, dentro de 15 dias. A Federação Internacional de Natação quer agilidade no processo e pressiona para que o resultado saia o mais rápido possível. "A Rebeca tem direito a novo exame e já fizemos o pedido para ela. Ela irá ao Canadá para acompanhar o processo e verificar se a assinatura que está no rótulo do vidro é mesmo a dela", esclarece Coaracy. A médica da entidade, Renata Castro, especialista em doping, deverá acompanhar a nadadora.  Coaracy falou também sobre o estado de espírito de Rebeca. "Ela está muito abalada, e não é para menos. Mas é uma menina muito raçuda, muito determinada. Irá superar". Perguntado se acreditava na inocência da atleta, o presidente da CBDA foi ponderado. "Conheço a Rebeca desde pequenininha. Confio nela, porém não há como negar o resultado químico da análise. Mas acredito que, confirmado o doping, ela tenha feito uso inadvertido da substância".  A punição para uma primeira violação é a suspensão por dois anos, mas o caso de Rebeca é mais complexo. Em maio do ano passado, um exame realizado durante o Troféu José Finkel também acusou a presença de testosterona em sua urina. A Fina e a Agência Mundial Antidoping (Wada) denunciaram a CBDA por não ter afastado Rebeca. O caso ainda está em julgamento no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), e se ficar comprovada a reincidência, Rebeca poderá ser banida da natação em definitivo.  Rebeca conquistou quatro medalhas no Pan, duas de ouro; a primeira nadadora brasileira campeã em pan-americanos. As medalhas, incluindo a de prata e a de bronze, poderão ser cassadas.

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