Rebeca lidera prata do 4x100m livre; Fabíola também fica em 2o

O esgotamento era tão grande queRebeca Gusmão deixou a piscina cambaleando e foi ao chão, mas oesforço acabou recompensado com a conquista da medalha de pratapara o Brasil no revezamento 4x100 metros livre doPan-Americano, nesta quinta-feira, menos de um segundo atrásdos Estados Unidos. Ao lado de Tatiana Barbosa, Flávia Delaroli e MoniqueFerreira, a nadadora brasiliense conquistou sua segunda medalhanos Jogos ao fechar a série brasileira com o tempo individualde 54s92, o melhor da prova entre todas as competidoras. Assim que saiu da água, Rebeca precisou ser carregada parao departamento médico do Parque Aquático Maria Lenk, onderespirou oxigênio puro para combater a crise asmática que teveinício no final da prova. "Eu acabei me empolgando muito com o revezamento e sentidemais nos últimos 15 metros. Foi um susto, mas acontece, nessaépoca de frio eu tenho muita crise de asma", disse Rebeca, járecuperada, após ter subido ao pódio ao lado das companheiras,todas fantasiadas com chapéus e anteninhas verde-amarelas. Rebeca, que na quarta-feira conquistou nos 50 metros livrea primeira medalha de ouro da natação feminina do Brasil emPans, caiu na água com uma desvantagem visual grande para aequipe norte-americana, mas chegou muito perto da vitória aoregistrar sua melhor marca em todos os tempos nos 100 metroslivre. A marca brasileira de 3min42s96 é o novo recordesul-americano, batendo o tempo também do Brasil de 3min45s38alcançado na Olimpíada de Atenas, também com a presença deRebeca e Flávia.A vitória dos Estados Unidos, que tinham em sua equipe amedalhista olímpica de prata Maritza Correia, foi conquistadacom 3min41s97, e o bronze foi para o Canadá (3min46s23). "A gente achou que dava para ganhar o ouro, mas esse tempofoi recorde sul-americano e também é um bom tempo para aOlimpíada", afirmou Tatiana, que abriu a prova pela equipebrasileira e chegou praticamente junta com a norte-americanaJulia Smit. Como ficou de fora do Mundial de Melbourne deste ano, queclassificou 12 países para o revezamento olímpico de Pequim, aequipe brasileira luta pelas quatro últimas vagas dos Jogos compaíses de todo o mundo. O tempo desta quinta já seráconsiderado para a disputa. PRATA DE FABÍOLA A quinta-feira foi prateada para a natação feminina no Pan.Além do revezamento, a veterana Fabíola Molina, de 32 anos,ficou em segundo lugar nos 100 metros costas e conquistou suaquarta medalha em Jogos Pan-Americanos, após três bronzesvencidos em Mar del Plata-1995 e Winnipeg-1999. A nadadora também quebrou o recorde sul-americano da prova,que ela mesmo já havia estabelecido nas eliminatórias do Pan doRio, ao nadar em 1min02s18 na decisão. O ouro ficou com anorte-americana Julia Smit (1min02s01), que soube tirarproveito da estratégia de Fabíola de forçar o ritmo na segundametade da prova. "Essa prata com certeza vale ouro, para mim é uma vitóriamuito grande, 16 anos depois de ter participado do meu primeiroPan-Americano", disse Fabíola, que virou os primeiros 50 metrosem quarto lugar e conseguiu recuperar-se até o segundo navolta, lembrando de sua estréia em Pans, nos Jogos deHavana-1991. "Fiz ontem e hoje os melhores tempos da minha carreira, nãotenho porque pensar em parar agora, ainda mais porque o meumarido também nada e temos muitos objetivos juntos na natação." O marido de Fabíola é o paranaense Diogo Yabe, queclassificou-se nesta manhã para a final dos 200 metros medleycom o sexto melhor tempo das eliminatórias. O também brasileiroThiago Pereira fez a segunda marca das semifinais e nadará adecisão na sexta-feira.

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