Rebelo diz que governo vai reprimir protestos em sedes

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, foi contundente ao dizer que o governo federal fará de tudo para evitar que os protestos que se espalham pelas capitais brasileiras afetem a realização da Copa das Confederações e os demais grandes eventos. Se necessário, a repressão será com força.

JAMIL CHADE E LEONARDO MAIA, Agência Estado

17 de junho de 2013 | 12h52

"Quem achar que pode tentar impedir (a realização dos jogos) enfrentará a determinação", bradou Rebelo. "O governo assumiu como responsabilidade e honra acolher esses dois eventos internacionais e vai realizá-los oferecendo segurança e integridade aos torcedores e turistas."

Para o ministro, a ação da polícia tem sido dentro dos limites necessários para evitar transtornos para a organização da Copa das Confederações e que tais medidas continuarão a ser utilizadas. "As forças de segurança têm garantido a realização desses eventos, permitindo as manifestações mas contendo de forma a não atrapalhar os jogos", disse Rebelo.

Um jornalista do veículo que organiza um congresso sobre negócios e futebol no Rio abordou o ministro sobre a importância de a Copa do Mundo deixar um legado concreto para o Brasil e a população. Rebelo preferiu comemorar o lado lúdico da questão.

"O maior legado que a Copa deixará é a alegria do povo brasileiro em acolher uma competição como essa", discursou o político, para em seguida destacar a geração de empregos que a construção de estádios, hotéis e reformas de aeroportos proporcionaram.

O ministro também comentou sobre o atraso nas obras de infraestrutura prometida para a Copa de 2014. Ao receber a pergunta sobre o tema, Rebelo arregalou os olhos e encheu os pulmões de ar, preparando-se para a resposta. Saiu-se assim: "Todas as obras que constam da matriz de responsabilidade serão concluídas dentro do prazo. As que não forem concluídas serão retiradas da matriz", disse Rebelo, arrancando risos. E completou: "Vão (imprensa) dizer que as obras não vão ficar prontas e nós (governo) vamos dizer que vão. Eu sou o burocrata que tem que dizer isso."

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