Alastair Grant/AP
Alastair Grant/AP

Rebelo elogia Brasil, mas cobra evolução para os Jogos Olímpicos de 2016

Ministro confessa que governo esperava um número maior de medalhas em Londres

AE, Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 13h17

LONDRES - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, reconheceu nesta segunda-feira, em entrevista coletiva em Londres, que o desempenho geral do Brasil na Olimpíada de 2012 até superou a expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas advertiu que o governo federal tinha a perspectiva de um número maior do que as 17 medalhas conquistadas pelos atletas do País na capital inglesa. E ele aproveitou para enfatizar a necessidade de evolução nos Jogos do Rio, em 2016, quando os brasileiros esperam não fazer feio como anfitriões da importante competição.

"Alcançamos pódios em meio a tantos atletas e seleções. Isso é um feito de orgulho e de reconhecimento. Alcançamos o ouro no vôlei feminino, um ouro inédito na ginástica", lembrou Rebelo, antes de analisar o desempenho geral do Brasil em Londres. "Alcançamos 17 medalhas, número inédito para o País. Tivemos 15 medalhas em Pequim e aqui em Londres a projeção do Comitê Olímpico Brasileiro era repetir a quantidade. Nós, do Ministério do Esporte, fomos um pouco mais otimistas e previmos 20 medalhas, mas o número chegou perto", completou.

Rebelo enfatizou que a China e a Grã-Bretanha conseguiram ter um desempenho digno da responsabilidade de serem anfitriões das duas últimas olimpíadas, fato que precisa servir como referência para o Brasil, que pela primeira vez será palco dos Jogos Olímpicos. "Já em 2016 estamos em uma condição inédita: participar das olimpíadas como um país anfitrião. Pequim e Londres fizeram um esforço especial para tornar compatível o desempenho com a condição de país-sede", ressaltou.

O ministro ainda destacou que será importante todos os setores que envolvem o esporte nacional trabalharem em sintonia para que o Brasil tenha chances reais de brigar por mais medalhas nos Jogos do Rio. E ele prometeu que o governo fará maiores investimentos para dar aos atletas melhores condições de chegar ao pódio olímpico.

"Temos de fazer um esforço de integração maior, entre todos os entes que trabalham voltados para o esporte de alto rendimento: o governo, o COB, as confederações, os clubes. O objetivo é promover uma assistência melhor para os atletas, com a criação de instrumentos como a Bolsa-Técnico, o Plano Medalha e a melhoria dos equipamentos da infraestrutura esportiva. Todas essas medidas serão tomadas para que tenhamos uma expectativa ainda melhor para 2016", projetou.

No dia da cerimônia de abertura da Olimpíada de 2012, a presidente Dilma Rousseff reclamou, em Londres, do fato de o Brasil não conseguir um desempenho mais relevante em esportes individuais, ao mesmo tempo em que exibe força nos coletivos. A chefe de Estado chegou a cobrar, inclusive, a conquista de um maior número de medalhas. Porém, no último domingo, por meio de nota oficial, ela exaltou a participação brasileira na capital inglesa, destacando principalmente o ouro inédito do País na ginástica, com Arthur Zanetti, e do judô feminino, com Sarah Menezes.

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