Recaída do Palmeiras na casa nova

Até então invicto na Arena Barueri na temporada, time de Felipão é surpreendido pelo Bahia, que se beneficia de pênalti mal marcado e vence por 2 a 0

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h04

Era para ser um jogo de festa, com Obina e Barcos atuando juntos pela primeira vez e um clima agradável na Arena Barueri. Mas um pênalti mal marcado e com um domínio de jogo que não se transformou em gols, o Palmeiras perdeu para o Bahia por 2 a 0 e teve o primeiro resultado negativo em sua nova casa no ano.

No primeiro tempo, o destaque foi Obina. Distribuiu o jogo, marcou, chutou e parecia que estava no time há anos. A identificação do atacante com o Palmeiras é muito grande. Tanto que teve o nome mais gritado no momento em que o sistema de som da Arena Barueri anunciava a escalação dos times. Solto, Obina chegou a fazer um gol, mas o árbitro marcou falta no goleiro.

O moral dele é tão grande que, até nas raras vezes em que errou, recebeu apoio. Sem goleiro, ele chutou para fora a melhor oportunidade no primeiro tempo. Em vez das vaias, aplausos dos torcedores. O time alviverde não abriu o placar por detalhes. O Bahia chegou muito pouco, tanto que por diversas vezes Bruno precisou fazer alongamento durante na pequena área.

Felipão, então, resolveu usar o que tem de melhor hoje para vencer e encheu o time de atacantes. No intervalo, colocou Maikon Leite no lugar de Daniel Carvalho, que mais uma vez não teve boa atuação. O velocista tomou conta do lado direito do ataque, enquanto Obina se movimentava em busca de espaço.

Não satisfeito, o treinador atendeu ao apelo dos torcedores e colocou Barcos para jogar ao lado de Obina. Aos 6, ele aproveitou que João Vitor se machucou e colocou o argentino. A torcida comemorou como um gol e passou a gritar "Pirata", apelido do equatoriano. O clima estava perfeito para uma bela vitória e muita festa.

Foram oito minutos de pressão total do Palmeiras. Obina, Barcos, Maikon Leite, Mazinho... Todo mundo tentou ser o herói da noite.

Mas Felipão, temendo que tanta empolgação se transformasse em um contragolpe fatal dos baianos, preferiu tirar Obina aos 16 e colocou Patrik.

Foram apenas oito minutos, mas o suficiente para ver que os dois podem jogar juntos. Mas foi exatamente essa substituição que acabou com o poderio ofensivo. Com a saída de Obina, o time não manteve o mesmo ritmo do ataque.

Nove minutos depois, a festa verde e branca virou azul e vermelha. Lulinha, que havia acabado de entrar, recebeu passe de Souza e na velocidade entrou na área e se jogou no momento em que Artur se aproximou. O árbitro Antônio Schneider marcou erroneamente a penalidade, convertida por Souza.

O gol foi um balde de água fria nos palmeirenses. O time foi para o ataque, mas sem aquela convicção de antes e mostrando muito nervosismo. Aos 36, o nocaute. Logo depois de uma boa defesa de Bruno, Souza aproveitou a sequência da jogada e marcou mais um, para festa dos poucos mas barulhentos torcedores baianos na arena.

E ontem ficou provado que jogar melhor não significa vitória em um jogo de futebol. Para a sorte do Bahia.

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