Receita de Marcos: desanimar rivais

Goleiro do Palmeiras diz que ter boa vantagem faz oponentes desistirem

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

24 de agosto de 2009 | 00h00

Desde que o Palmeiras assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, na 15ª rodada, apenas o São Paulo conseguiu encostar na briga pelo primeiro lugar. No mais, o Alviverde sempre teve uma boa vantagem, a famosa "gordura para queimar". E essa é justamente a estratégia do time para não ser superado até o fim da temporada e, consequentemente, erguer sua quinta taça da competição."Sempre que alguém começa a chegar na gente, vencemos e voltamos a abrir uma vantagem. Dessa maneira, quem está na luta para encostar acaba desanimando", afirmou o goleiro e capitão Marcos. "Roubar pontos de adversários diretos, se possível vencer, vai nos deixar numa situação bastante confortável", enfatizou.Sábado o time fez 2 a 1 no Internacional, o único que podia roubar-lhe a liderança por causa dos dois jogos a menos - agora não pode mais, já que, vencendo, chegaria a 39 pontos diante de 40 dos palmeirenses.Domingo o rival é o São Paulo, no Morumbi. "Vai ser um grande jogo e teremos de não repetir o que fizemos diante do Inter. A gente desperdiça a chance de matar o jogo e, no fim, acaba passando sufoco", observou. Contra os gaúchos o líder do Nacional abriu 2 a 0 e teve bons contragolpes para ampliar, mas falhou. Acabou sofrendo um gol de Giuliano aos 41 e passando um sufoco desnecessário. "Não foi a primeira vez. Já foi assim diante de Botafogo e Grêmio, jogos nos quais perdemos muitos gols, e contra o Atlético-MG, no qual falhamos algumas vezes (todos esses jogos terminaram 1 a 1)."REENCONTRO TRANQUILO?Pela primeira vez o técnico Muricy Ramalho vai encarar o São Paulo, após a conquista de três Brasileiros à frente do time do Morumbi. E ele espera por uma boa recepção da torcida, agora adversária. "Tenho certeza de que serei bem recebido", acredita, citando a volta aos outros estádios nos quais trabalhou. "É assim no Sul, no Beira-Rio (dirigiu o Inter), e no Náutico também (até hoje é ídolo dos pernambucanos). Sei que vou ser bem tratado, pois as pessoas reconhecem o trabalho da gente."

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