Arquivo/CPB
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Recém-eleito, Andrew Parsons quer estreitar relações com o COI

Com votação expressiva, brasileiro foi eleito como o novo presidente da entidade paralímpica

O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2017 | 07h00

Em meio ao escândalo da “Operação Jogo Sujo”, que apura os supostos pagamentos a dirigentes ligados ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e que tem Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) como principal investigado , o brasileiro Andrew Parsons é o novo presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). Ele venceu a eleição realizada ontem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, palco da Assembleia Geral da entidade, logo na primeira rodada de votação.

Parsons teve outros três adversários na eleição: o canadense Patrick Jarvis, o dinamarquês John Petersson e a chinesa Haidi Zhang. Com a vitória, ele vai suceder o britânico Philip Craven, se tornando o terceiro presidente da história do IPC – o outro foi o canadense Robert Steadward.

“Estou absolutamente encantado e não sei o que dizer. Gostaria de agradecer aos membros do IPC por sua confiança. Ao longo da minha campanha, acho que expliquei o que planejo fazer como presidente e todos entenderam e me deram o apoio. Agora é hora de arregaçar as mangas e trabalhar muito com todos e com a nova diretoria”, disse Parsons.

Na eleição de ontem, um total de 163 integrantes, além do Comitê Paralímpico das Américas, tinha direito a voto. Para a definição de um vencedor, seriam necessários 82 apoios. E Parsons conseguiu 84 votos logo na primeira rodada, derrotando Zhang, com 47, Petersson, com 19, e Jarvis, com 12.

Após a sua vitória, Parsons destacou o peso de ter conseguido a maioria absoluta logo na primeira votação. “Eu acho que ganhar a eleição na primeira rodada aponta um apoio muito forte. Isso mostra que eles confiam em mim e estou realmente encantado”, afirmou.

O brasileiro prometeu estreitar relações com o COI e apontou o momento difícil vivido pela comunidade esportiva, em uma referência aos casos de corrupção que eclodiram em tempos recentes em diferentes entidades. “Avançar a relação com o COI será a chave. Temos algumas decisões muito importantes pela frente. O esporte está em um momento difícil neste momento e temos muitas coisas em comum pelas quais temos que lutar. É fundamental que trabalhemos juntos, cooperemos, e estou certo de que faremos isso”, comentou.

Parsons também exaltou o seu antecessor, o britânico Philip Craven, que presidia o IPC desde 2001. “Sir Philip é uma lenda, um mentor, um exemplo e um colosso absoluto, é impossível descrevê-lo apenas com palavras. Acho que aprendi muito com ele e vou tentar prestar minha homenagem a ele seguindo seus passos”, afirmou.

Além da votação que envolveu Andrew Parsons, o IPC também realizou a eleição para a vice-presidência da entidade. Em uma disputa muito acirrada, o neozelandês Duane Kale superou o dinamarquês John Petersson por 81 a 79.

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