Recorrer à bolsa de valores: saída da Williams

Dinheiro dos investidores permitiria à equipe crescer, atrair mais patrocinadores e obter[br]melhores resultados

Livio Oricchio,

23 de janeiro de 2011 | 00h35

Recorrer à Bolsa de Valores como fonte de investidores não é novidade na Fórmula 1. Na sexta-feira, Frank Williams disse que estuda a possibilidade de abrir o capital de sua equipe a fim de garantir receita e planejar seu futuro.

Este ano, a Williams perdeu seus dois maiores patrocinadores, Royal Bank of Scotland e Philips, reduzindo substancialmente o orçamento. Ao colocar no mercado ações ordinárias de sua empresa, Frank Williams visa a captar recursos para elevar sua capacidade de investir no desenvolvimento do carro e, em duas ou três temporadas, voltar a disputar o título.

Seus pilotos já foram campeões sete vezes e o time venceu nove campeonatos de construtores. Mas o último foi em1997, com Jacques Villeneuve. Sem uma tentativa radical de crescer, dispor de mais dinheiro, a Williams continuará na mesma, daí o estudo de Frank Williams. O sucesso atrairia mais patrocinadores e mais verba. Parte dessa receita reverteria em bônus aos investidores.

Em 1997, Bernie Ecclestone tentou colocar na Bolsa de Valores o próprio produto F-1. Os investidores lucrariam com o esperado aumento da arrecadação de sua empresa, Formula One Management (FOM), proveniente, fundamentalmente, da comercialização dos direitos de TV. Mas como as equipes estavam em pé de guerra com Ecclestone, exigindo maior fatia de participação, o negócio não foi para a frente. Ecclestone não podia garantir que Ferrari e McLaren, por exemplo, continuariam fazer parte da F-1. Agora Frank Williams retoma o tema, mas individualmente. Pode dar certo.

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