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LeBron James, Kobe Bryant, Michael Phelps, Serena Williams, Tyson Gay, Justin Gatlin... A lista de estrelas na delegação dos EUA é tão extensa quanto o número de competidores do país em Londres: 530, quantidade menor apenas em relação à equipe anfitriã, com 542 atletas.

AMANDA ROMANELLI , ENVIADA ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h06

Esse contingente - seja de coadjuvantes ou de estrelas - terá missão extra a partir de sexta-feira, quando a Olimpíada de Londres será oficialmente aberta. A eles, não cabe apenas representar bem os seus esportes. Cada atleta americano será responsável direto, também, para que o país volte ao topo do quadro de medalhas, após a sequência de três vitórias ser quebrada.

Na Olimpíada de Pequim, em 2008, a força e a dedicação chinesas não foram mostradas apenas em suas arenas monumentais e organização impecável. Os asiáticos tinham uma meta clara: terminar os Jogos com o inédito primeiro lugar. E assim foi feito.

Os americanos somaram dez medalhas a mais que os chineses(110 a 100). Mas, para o Comitê Olímpico Internacional, está mais ao alto quem, não por acaso, subiu mais vezes ao topo do pódio. E aí, a vitória asiática veio de lavada: 51 a 36.

Os EUA foram muito auxiliados por Michael Phelps, que conquistou, sozinho, oito ouros (22% das medalhas). Mas sofreu sua principal dificuldade no atletismo, esporte em que sempre venceu e é responsável por 29% das 2.297 medalhas que o país ganhou em 26 Jogos Olímpicos. Foram "apenas" 23 medalhas, com sete ouros. Jamaica e Rússia ficaram com seis.

Mesmo assim, os EUA lideram, com folga, o número de vitórias em Jogos Olímpicos. A hegemonia é impressionante: foram 15 primeiros lugares em 25 participações (o país não boicotou a competição de 1980, em Moscou). A antiga URSS, em segundo lugar, venceu a olimpíada seis vezes.

Além de confiar em melhores performances de seus atletas, os EUA terão a vantagem de encontrar em Londres uma delegação chinesa mais reduzida. Os atuais "campeões" olímpicos terão 396 competidores, contra os 639 que representaram o país em casa.

A diminuição no número de atletas se justifica pela dificuldade chinesa em classificar esportes coletivos - apenas o basquete masculino está nos Jogos, e enfrentará o Brasil no dia 4.

Mas não se pode menosprezar o poderio de um rival que, apesar de ter boicotado os Jogos por 32 anos, aparece como o 6.º maior ganhador de medalhas da história (tem 385, com 163 ouros). Até porque a China continua forte no badminton, saltos ornamentais, ginástica (artística e de trampolim), tênis de mesa, tiro e levantamento de peso. Essas modalidades garantiram 38 dos 51 ouros de Pequim.

Mas os chineses também têm um novo menino dos olhos: Sun Yang. Depois de bater o recorde mundial dos 1.500 metros, o mais longevo da história da natação no Mundial de Xangai, no ano passado, o atleta é a esperança de dar à China a primeira medalha de ouro no esporte - e, claro, tirar um pódio americano.

Apesar de nomes e números conspirarem a favor da retomada americana, os chineses têm um "torcedor" ilustre: o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Sebastian Coe. O ex-fundista acredita que o desenvolvimento global da China lhe dará condições de vencer mais uma vez. "Para mim, será China, EUA e Rússia." Os números começarão a ser somados em breve.

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