Regata Eldorado-Brasilis tem dia calmo

O rebocador Triunfo da Marinha do Brasil conseguiu nesta terça-feira retomar o contato com o veleiro Rajada, que havia se desgarrado da flotilha da 3ª Regata Eldorado Brasilis. Desde a noite do último sábado, o barco de tripulação capixaba, não atendia as chamadas de rádio, feitas pelo rebocador, em razão de um problema na comunicação do veleiro.O comandante do Triunfo, Ricardo Aragão, priorizando a segurança dos participantes, iniciou uma navegação de busca por quadrantes, o que levou o navio a uma área próxima ao Rajada restabelecendo contato."Nós escutávamos a chamada do rebocador e respondíamos, mas ninguém nos ouvia", justificou o comandante do Rajada, Bruno Martinelli, de 23 anos.Com o mar liso e o vento fraco, os oficiais do Triunfo constataram que os cinco tripulantes do veleiro de 32 pés - cerca de 10 metros - estavam seguros e navegavam com tranqüilidade à Ilha de Trindade. O comandante do Rajada só demonstrou uma preocupação. "O gelo está acabando e a partir de agora teremos que beber cerveja quente", disse Martinelli, responsável pelo barco último colocado da prova.Liderança - Depois de ter novamente os 11 barcos da regata sob contato, o rebocador Triunfo rumou para uma posição intermediária na flotilha. Nesta terça feira, o líder da Eldorado/Brasilis, o veleiro baiano V.Max/Nautos de 50 pés, alcançou a metade do percurso de ida que se encontrava a 300 milhas - cerca de 570 quilômetros - de Trindade. Se as condições de vento não se alterarem, o barco baiano do comandante chinês Kan Chuh deverá chegar à Trindade na próxima sexta feira.Na segunda colocação, quase na mesma longitude navegam o BL3/Alforria da Escola de Vela de Ilha Bela e o Quiricomba/Opportunity, da Escola Naval ambos com 41 pés e distantes cerca de 40 milhas do líder.A vantagem, porém, é do Quiricomba, mais ao norte de Trindade e que deverá ser beneficiado pelo vento predominante soprado na direção nordeste, sempre abaixo dos 10 nós - menos de 20 quilômetros por hora.As demais embarcações encontram-se ao sul do Paralelo 20º que une Vitória à Trindade e terão que navegar no contra vento se as condições de tempo forem mantidas.Exercício - A tripulação do rebocador Triunfo aproveitou a ensolarada terça feira no Atlântico Sul para fazer exercícios de rotina. Foi simulado um incêndio na casa das máquinas, o que provocou um corre-corre dos 45 tripulantes pelos três andares do navio. Como não houve condições para o fogo ser apagado, todos nós precisamos vestir os coletes infláveis e nos posicionar-mos ao lado das quatro balsas salva-vidas, cada uma com capacidade para 20 pessoas, o que significa que todos os tripulantes teriam um lugarzinho garantido se fosse preciso abandonar o navio.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2002 | 16h52

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