Regata vai homenagear Sir Peter Blake

A Eldorado/Brasilis, com suas 1.260 milhas náuticas (2336 quilômetros), surgiu de um antigo desejo de velejadores brasileiros que sentiam a falta de uma regata de longo percurso. A terceira edição, a partir de 19 de janeiro de 2002, entre Vitória e Ilha de Trindade, prestará uma homenagem a um dos maiores velejadores do mundo: o neozelandês Sir Peter Blake, assassinado no Amapá. Com mais veleiros e a estréia dos multicascos, a prova deverá ser a mais equilibradas até agora."A qualidade técnica está sendo apurada com tripulações mais experientes e barcos de eficiência comprovada. Dessa forma, a flotilha ficará mais junta, provavelmente", prevê o organizador João Lara Mesquita, diretor da Rádio Eldorado, que participará da prova pela terceira vez com o "Mar Sem Fim". A tripulação contará com Plínio Romeiro, Alonso Góes, Fernando Cerdeira, que já deu a volta ao mundo no barco "Elmo" e o repórter Fernando Solano, da Eldorado.Pela primeira vez, a rádio fará a cobertura da regata a partir de dois pontos no mar : Solano no "Mar Sem Fim" e Ari Pereira Jr., a bordo do rebocador "Triunfo", da Marinha do Brasil, que dará suporte à competição. Os dois repórteres também contribuirão com reportagens para os jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Agência Estado e no site estadao.com.br que apóiam a regata.Projeto - João Lara e o executivo Plínio Romeiro decidiram promover a primeira Eldorado/Brasilis em 2000, depois de quase dois anos de conversas com velejadores. "Nas décadas de 50 e 60, o Brasil tinha regatas incríveis como uma que saia de Santos e ia até Búzios, voltando para a Ilha da Queimada Grande, no sul de São Paulo e terminando no ponto de partida.Isso desapareceu com o tempo. Então decidimos criar a Eldorado/Brasilis que passou a ser a mais longa regata de vela oceânica do Brasil". Depois, a Prefeitura de Vitória se interessou pela competição e passou a dar todo o apoio. "Sem a Prefeitura, dificilmente o projeto daria certo como acabou dando", diz João Lara.João diz ainda que a previsão de 15 ou mais barcos para 2002 é uma boa surpresa. "Esta é uma prova difícil, os barcos têm que passar por reformas, troca de peças. É uma competição para um número limitado de participantes". Sem a preocupação de lutar pela vitória, João Lara diz que veleja pelo prazer de conhecer lugares diferentes. "A Ilha de Trindade é um paraiso bem cuidado pela Marinha. É uma oportunidade única", diz.Peter Blake - A flotilha levará para a Ilha de Trindade, em janeiro, uma placa homenageando Peter Blake, por sugestão do velejador Cacau Peters. Charles Darwin, o navegador Robert Scott a caminho da Antártica e o próprio Peter Blake foram alguns grandes aventureiros que passaram por Trindade e registraram a ilha em seus escritos.João Lara acha que a homenagem é pertinente. "Blake, o grande nome da vela oceânica, ficou impressionado com a beleza de Trindade, em uma de suas passagens".O empresário e ex-velejador Carlos Brancante comunicou na quinta-feira ao almirante Airton Ronaldo Longo, Comandante de Operações Navais, no Rio de Janeiro, que também dará suporte à Eldorado/Brasilis. Além do rebocador "Triunfo", da Marinha, Brancante também fará o rastreamento da flotilha com o trawler "Lord Gato", com uma tripulação de seis pessoas.Brancante também confirmou que o exame para capitão-amador está confirmado para o dia 17 de janeiro, às 14h, na Capitania dos Portos de Vitória. As inscrições terminam na véspera, dia 16.

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