Regata: vento sudeste ameaça recorde

A maioria dos veleiros que largaram no último sábado em Vitória, já passou pela Ilha da Trindade. A redução na intensidade dos ventos próximo à Trindade, tem dificultado a chegada das embarcações que participam da regata Eldorado-Brasilis. Durante a quinta-feira mais sete barcos concluíram a primeira metade da prova que tem um total de 1.260 milhas - cerca de 2.200 quilômetros. Nesta sexta feira, são esperados Mestre Rosalino, Kanaloa, e Gato Xadrez completando a flotilha de 15 veleiros na passagem pela porção de terra brasileira mais distante do nosso território, aproximadamente a 1/3 do caminho da África. O mesmo vento sudeste fraco que ajuda o sempre complicado fundeio dos veleiros junto a Enseada dos Portugueses frente a base da Marinha do Brasil, também ameaça o objetivo do Sorsa/Nokia/Oi que é quebrar o recorde da regata Eldorado/Brasilis. O barco do campeão olímpico Eduardo Penido já navega no rumo do Espírito Santo e teria de chegar ao Yate Clube até uma hora da manhã de domingo para superar o tempo de 181 horas e 49 minutos estabelecido pelo Touche/Safra em 2001. A atual projeção, se forem mantidas nos próximas dias as condições de mar e de vento das últimas horas, indica que o Sorsa concluiria a prova ao amanhecer de domingo, ficando perto do recorde, porém sem quebrá-lo. Mas é claro que ainda é cedo para previsões mais detalhadas e tudo continua dependendo da direção e da força do vento. Entre os veleiros que chegaram ao paraíso perdido do atlântico sul, proporcionado pela exótica Ilha da Trindade, nesta quinta feira, está o Fórmula Eldorado-Brasilis, Vini Nautos Nanuk, comandada pela paulista Nádia Megonn. Um dos tripulantes é o projetista da embarcação o belga Thiery Stump, que fez questão de participar da regata inaugural ?O barco me surpreendeu positivamente. A Nádia e o nosso tático, Gabriel Borgstron fizeram o Nanuk render muito mais do que eu esperava. Velejamos a seis nós com um vento de 10. Parece que tínhamos uma turbina. A tripulação está de parabéns?, elogiou o projetista. Além do Sorsa e do catamarã Galileo, o veleiro Aya, do Rio de Janeiro também já está no rumo do continente. Diante das dificuldades de desembarque na Ilha da Trindade, o comandante Thadeu Rache optou por relargar apenas duas horas depois de ter chegado à base da Marinha. Também chegaram nesta quinta-feira, Quiricomba Opportunity, Vini Nautos Planckton/BL3, Albatroz e Farasan. Restavam as passagens de Mestre Rosalino, Mobius, Kanaloa e Gato Xadrez.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2004 | 16h05

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