Regras serão praticamente as mesmas

A maior diferença será a proibição do reabastecimento de combustível

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2009 | 00h00

A Fota vai divulgar nos próximos dias como as equipes gastarão em 2010 cerca de 50% em relação à temporada passada, ou seja, o orçamento das melhores ficará ao redor de US$ 150 milhões. Outro aspecto importante do acordo de ontem, em Paris, com o comprometimento das seis montadoras que investem na Fórmula 1 a permanecer até o fim de 2012, pelo menos. Havia a possibilidade de Renault e Toyota repensarem seu projeto de Fórmula 1. A redução de custos a partir do ano que vem e o que vão receber da FOM, por sua participação no campeonato, tornará menos dispendioso competir na Fórmula 1. "Nossa meta é chegar em 2011 auto-suficientes", diz Luca di Montezemolo, ou seja, entre o que os times vão investir na Fórmula 1 e o que vão receber da FOM e dos patrocinadores haverá, pelo menos, empate. Em outras palavras, não vai custar quase nada disputar o Mundial. Em 2010, as regras serão as mesmas deste ano, mas com algumas mudanças, já acertadas antes de Max Mosley resolver enfrentar o mundo. Por exemplo: o reabastecimento de combustível será proibido. E ontem ficou estabelecido, também, que o sistema de recuperação de energia, Kers. muito dispendioso, e ideia de Mosley, será banido. Mas amanhã, em Bolonha, na reunião da Fota, vários outros aspectos das regras de 2010 serão discutidos. O difusor duplo tem grande chance de ser proibido. O encontro servirá também para uma tomada de posição importante: as equipes poderão repassar a outras seu chassi? Frank Williams é o único que não concorda. Se os demais representantes dos times convencê-lo, a vida dos novos times será profundamente simplificada. Não terão de investir muitos milhões de dólares na criação da infraestrutura necessária para a concepção, construção e desenvolvimento de um modelo de Fórmula 1. "Temos de saber tudo isso de imediato porque já trabalhamos nos carros de 2010", lembrou Flavio Briatore, diretor da Renault, em Silverstone, como que já soubesse o que iria acontecer, ontem, em Paris. Ele e Ecclestone são muito próximos.

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