Rei alfineta Teixeira, mas é desmentido sobre convite

Pelé alega não ter sido convidado por CBF ou Fifa para ir ao sorteio, mas[br]presidente diz ter como provar que o chamou

Almir Leite, Bruno Lousada, Sílvio Barsetti e Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2011 | 00h00

Depois de estreitar seu vínculo com a Copa de 2014, ao ser nomeado pela presidente Dilma Rousseff como embaixador da competição na última terça-feira, Pelé atacou ontem o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira. O Rei do futebol demonstrou-se chateado por não ter sido convidado pelo dirigente para o sorteio das Eliminatórias da Copa, marcado para hoje à tarde, na Marina da Glória.

"Só vou a uma festa se for convidado. Eu não vou na sua casa se não for chamado", comentou, em coletiva realizada no Museu de Arte Moderna, no centro do Rio, para apresentá-lo na nova função. "A CBF tem um presidente e ele decide quem convida ou não. Se não me chamou, não vou."

Ontem à noite, por meio de sua assessoria, Teixeira afirmou que, em abril, Pelé foi convidado pela Fifa e pelo COL para participar do sorteio. Em resposta, teria dito que não poderia vir ao Rio por causa de compromissos particulares.

O ex-craque vai estar na cerimônia graças à interferência de Dilma, que deseja capitalizar a boa imagem do tricampeão mundial para promover a Copa.

Ainda ontem, o ídolo do Santos voltou a cutucar Teixeira ao ser indagado por um repórter estrangeiro sobre uma discussão entre o presidente da CBF e um jornalista inglês na Marina da Glória. O dirigente teria chamado o visitante de "corrupto".

"Isso não é bom para o Brasil. Infelizmente, as pessoas falam mais do que sabem. A controvérsia é desnecessária", lamentou o eterno craque. Depois, fez questão de ressaltar que o presidente da CBF e do COL pode ter sido mal interpretado.

Cobranças pela abertura. Ao lado do ministro Orlando Silva, a quem se referiu como "chefe", Pelé também criticou a demora na definição do estádio paulista para o Mundial.

"Vamos fazer todo esforço para que nada de errado aconteça. São Paulo é a capital do futebol", destacou, convicto de que é preciso sanar rapidamente a dúvida se o Itaquerão será ou não o palco da abertura do megaevento.

Em fevereiro, Pelé disse que estava preocupado com os atrasos na preparação do Brasil para a Copa e que o País corria "um grande risco" de causar vergonha a ele. Agora, como embaixador, pediu a colaboração de todos os brasileiros para que o Mundial seja um sucesso.

"Sabemos das dificuldades em questões como aeroportos, comunicação... Mas o Brasil precisa se unir." Ao lado de Pelé, o ministro do Esporte, Orlando Silva disse que a presidente Dilma deseja que o Mundial tenha "a cara de Pelé".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.