Henry Nicholls/Reuters
Henry Nicholls/Reuters

Reino Unido garante isenção de quarentena a astros internacionais do esporte

Atletas vão treinar e trabalhar em locais fechados; novas medidas permitirão, por exemplo, a realização do GP da Inglaterra de Fórmula 1

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2020 | 11h24

O governo do Reino Unido informou que estrelas do esporte selecionadas procedentes de outros países não serão obrigadas a ficarem em quarentena ao chegarem ao país para competições. Com a redução do número de casos de covid-19, o governo britânico começou a flexibilizar medidas de isolamento.

No entanto, os envolvidos vão treinar e trabalhar em ambientes de "bolhas", isto é, em locais fechados, anunciou neste domingo o secretário de Internet, Cultura, Mídia e Esporte do governo britânico, Oliver Dowden.

As novas medidas permitirão, por exemplo, a realização do GP da Inglaterra de Fórmula 1 - serão duas corridas, programadas para os dias 2 e 9 de agosto - partidas internacionais de futebol, jogos de golfe e eventos de sinuca no Reino Unido. Os competidores envolvidos nesses eventos, assim, estarão isentos da quarentena.

Outras pessoas essenciais para a realização de eventos, como funcionários, treinadores, médicos e membros da imprensa também serão autorizados a viajar ao país sem ter de passar por um período em isolamento.

Em troca, as autoridades esportivas e os organizadores dos eventos devem estabelecer protocolos rigorosos para evitar a disseminação do vírus nas competições e assegurar que haja um impacto mínimo na saúde pública durante a pandemia do novo coronavírus.

Na última sexta, com a redução no número de casos de covid-19, o governo britânico já havia comunicado a isenção de quarentena de 14 dias a partir de 10 de julho para viajantes que vierem de 50 países, incluindo Alemanha, França, Espanha e Itália. Brasil e Estados Unidos estão fora dessa lista.

A isenção só vale para quem vai para a Inglaterra e não é aplicada àqueles que entrarem na Escócia, País de Gales ou Irlanda do Norte, regiões autônomas que decidem suas próprias medidas.

País da Europa mais afetado pela pandemia, o Reino Unido registra, até este domingo, mais de 286 mil casos e cerca de 44 mil mortes.

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