Remendado, Palmeiras empata fora

Com 11 desfalques e orientado por Murtosa, time abriu o placar, mas não resistiu à pressão na segunda etapa

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 03h04

De volta ao estádio onde resgatou sua moral e sagrou-se campeão da Copa do Brasil na quarta-feira passada, um remendado Palmeiras, com 11 desfalques, manteve seu estilo de jogo e com um futebol de muita marcação e pouca criatividade ficou em um equilibrado 1 a 1 com o Coritiba no Couto Pereira. O time mostrou a mesma postura dos últimos jogos. A diferença é que ontem a defesa falhou quando não podia e o adversário aproveitou.

O mesmo Palmeiras fechado, apostando nos contra-ataques pelas pontas, esteve em Curitiba. O problema, porém, é que o Coritiba resolveu marcar sob pressão e a falta de técnica dos reservas pesou. Daniel Carvalho, que deveria segurar a bola no ataque, teve uma péssima atuação e mais atrapalhou do que ajudou.

Mas o time de Felipão foi campeão da Copa do Brasil assim e ontem abriu o placar na superação. Aos 5 minutos do primeiro tempo, Juninho cruzou rasteiro para a área, Betinho ajeitou quase caindo e Patrik, de primeira, bateu de direita para abrir o placar. Uma festa completa para o meia que ontem celebrou 22 anos de idade.

No segundo tempo, o técnico Marcelo Oliveira colocou o time no ataque e o Palmeiras se assustou. Os contra-ataques deixaram de existir e coube à defesa evitar o pior. Como esperado, Leandro Amaro e Wellington bateram cabeça algumas vezes, por culpa da falta de entrosamento.

A diferença se chamava Bruno. O goleiro, que recebeu o troféu de melhor da posição na Copa do Brasil ontem, parece iluminado ao jogar em Curitiba. Fez pelo menos três defesas de causar inveja em seu antecessor, Marcos.

Mas chegou um momento que a pressão era tão grande que nem Bruno pôde evitar. Aos 22, Thiago Primão, na meia esquerda, cruzou na pequena área e Anderson Aquino desviou de cabeça, aproveitando a distração de Márcio Araújo que, em vez de acompanhá-lo, ficou mais preocupado em olhar para o assistente esperando a marcação de um suposto pênalti em Lincoln.

O jogo estava tão parecido com os outros que até a falha mais comum da defesa palmeirense, que é a bola parada, aconteceu ontem.

Muita dedicação. O gol esquentou a partida. Felipe, que havia entrado aos 18 minutos no lugar de Daniel Carvalho, conseguiu dar a movimentação ao meio de campo, que faltou durante toda a partida. Mas aquele jogo de muito carrinho, correria e trombada se manteve presente. O Coritiba partiu para cima no desespero e facilitou a vida da desentrosada e muitas vezes assustada defesa palmeirense. E pelas circunstâncias, o empate acabou sendo justo.

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