Remoções quase atrasaram licitação para Parque do Rio

Moradores conseguiram na Justiça, em janeiro, suspender licitação para construção do Parque, principal obra para 2016

TIAGO ROGERO / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h07

A construção da principal instalação para os Jogos do Rio, o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, que vai receber as disputas de 14 modalidades em 2016, correu o risco de não sair do papel devido a uma ação judicial movida por moradores da comunidade Vila Autódromo. A licitação para a obra chegou a ser suspensa pela Justiça em janeiro, mas a prefeitura conseguiu posição favorável e a pedra fundamental foi lançada no começo do mês.

Em março, o caso foi noticiado pelo The New York Times, que classificou a remoção como a "pedra no sapato" do governo brasileiro para os Jogos do Rio. A prefeitura tenta remover os moradores desde 1993, mas o processo se agravou pouco antes de 2007, com a demolição de parte do autódromo para construção do Parque Aquático Maria Lenk e do velódromo, para o Pan do Rio e também a HSBC Arena.

No processo, que ainda corre na 5.ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio, a associação de moradores reclamava de falta de informações sobre o destino da população depois das remoções. Segundo a prefeitura, todos serão transferidos para um "condomínio de qualidade'' que será construído a menos de 1 km da Vila. Os cerca de 4 mil moradores só vão deixar a comunidade "depois que as novas casas estiverem prontas'', garantiu o governo municipal.

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