Renato Gaúcho avisa: no campo é diferente

PORTO ALEGRE

Carlos Alberto Fruet, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2011 | 00h00

Que Renato Gaúcho sempre foi irreverente como jogador e continua sendo agora como treinador, todo mundo sabe. O ex-atacante não perde mesmo uma chance de cutucar um rival, e de se promover, mesmo que goste dele.

O atual técnico do Grêmio, maior ídolo de todos os tempos do tricolor gaúcho, usou de toda a sua irreverência para falar sobre a contratação de Paulo Roberto Falcão como novo comandante do futebol do arquirrival Inter: ontem, repetiu o que já havia falado domingo, após o empate de 1 a 1 contra o Santa Cruz, pelo Campeonato Gaúcho: "Digo que o Falcão foi um grande jogador e é um grande amigo. Foi ídolo da torcida, mas ser ídolo é uma coisa e dar conta do recado como técnico é outra. O ídolo coloca em jogo tudo aquilo que fez na história do clube"".

Mas, ao responder quem teria sido o melhor jogador, Renato foi direto: "Com todo respeito ao Falcão, eu fui campeão do mundo"", alfinetou, lembrando o título do Mundial Interclubes, quando Renato fez os dois gols da vitória de 2 a 1 sobre o Hamburgo, em Tóquio.

Renato, que foi companheiro de Falcão na seleção antes da Copa de 1986, no México, também citou que a paciência do torcedor com o seu ídolo é maior do que com outros treinadores: "Mesmo assim você tem de conseguir resultados. O Falcão é experiente e sabe o que pensar sobre isso. Desejo toda a sorte do mundo para ele"".

Outro detalhe repetido por Renato Gaúcho foi a cobrança da torcida sobre o ídolo. E lembrou quando chegou ao Grêmio na metade do ano passado: "Isso (a cobrança) vai ser forte. Mas ele é um sujeito malandro e saberá se comportar. É comentarista, mas lá em cima, na sala é uma coisa. No campo é outra"", alertou.

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