Renê Simões tenta evitar empolgação

Apesar da goleada por 7 a 0 em cima da Grécia, na última rodada da fase classificatória do torneio feminino de futebol, o técnico Renê Simões não quer que as jogadoras da seleção brasileira se empolguem com o resultado conquistado contra um adversário que não tem tradição no esporte."Não dá para comparar a Grécia aos Estados Unidos e nem mesmo à Austrália. A tendência é continuar evoluindo. Realizamos um excelente planejamento, mas não sabíamos como o time se portaria diante de equipes internacionais. Na preparação, fizemos 28 jogos. Só que nenhum contra uma seleção européia", afirmou o treinador brasileiro.Com o segundo lugar do grupo G, o Brasil enfrentará o México, sexta-feira à tarde, em Heraklio - capital da ilha de Creta. Em dois jogos contra as mexicanas, a seleção se deu bem. Em 1998, goleada por 11 a 0; na Copa do Mundo de 1999, 7 a 1.O retrospecto, no entanto, não anima o treinador, que não esconde a preocupação com o adversário. "O México, ao lado do Canadá, são as duas grandes forças do continente norte-americano. E se eliminaram as canadenses da Olimpíada é que tem seus méritos. É um time muito bom tecnicamente e duas jogadoras me preocupam: as camisas 8 e 9 (a meia Fatima Leyva e a atacante Maribel Dominguez)", analisa.As mexicanas fizeram campanha apenas regular na primeira fase. Em uma chave ao lado das favoritas Alemanha e China, o México empatou com a seleção chinesa (1 a 1) e perdeu para a européia (2 a 0).Com as favoritas Estados Unidos e Alemanha do outro lado da chave, o caminho brasileiro até a medalha de ouro seria, teoricamente, menos complicado do que nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e Sydney (2000). Não para Renê. "Se a Suécia não tivesse se classificado, eu diria que sim. É verdade que não fez uma boa campanha, mas é a vice-campeã européia", concluiu.

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