Reservas do Santos lutam, mas perdem do Botafogo no Rio

Derrota, por 1 a 0, é a primeira de Muricy no comando do time. Mas cabeça está na partida[br]com o Cerro Porteño

Sílvio Barsetti, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

O time reserva do Santos até que teve uma atuação razoável, mas não evitou a derrota para o Botafogo por 1 a 0, ontem à noite, no Engenhão, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi um ensaio para o técnico Muricy Ramalho, que queria testar alguns atletas para a sequência da temporada.

Não há como negar, porém, que seus olhos já estavam voltados desde ontem para a disputa da classificação à final da Libertadores. Na quarta-feira, o Santos enfrenta o Cerro Porteño, no Paraguai, e precisa do empate para garantir a vaga.

Muricy, porém, perdeu ontem sua invencibilidade no comando do time de Vila Belmiro.

Um jogo oficial do Santos em território nacional com menos de 50 torcedores do clube sinaliza algo excepcional. A explicação é óbvia: o santista está preocupado com a "decisão"" no Paraguai. Por isso, muitos deles deixaram de ir ao Rio para não onerar os custos da viagem a Assunção.

Com o time B, pouco se poderia esperar da equipe. Um empate fora de casa, contra um Botafogo que vinha em busca da reabilitação (perdera na estreia para o Palmeiras), seria bem aceito na Vila Belmiro.

Mas as dificuldades de uma equipe desentrosada são, muitas vezes, mais complicadas que o próprio adversário. O Botafogo tem um time apenas regular. Com a obrigação da vitória, tomou a iniciativa de atacar. Levava perigo pelo lado esquerdo com Bruno Côrtes. Nada que ameaçasse o gol de Aranha.

Embora isolado na frente, Keirrison teve uma oportunidade preciosa logo no início. Chutou a bola por cima diante de Jefferson. Depois, Tiago Alves sofreu falta de Antônio Carlos quando tentava entrar na área. Na cobrança, o goleiro do Botafogo se esticou e fez bonita defesa.

Esperava-se mais de Tiago Alves na criação. Não conseguia produzir e suas tabelas ou toques rápidos não surtiam efeito.

O jogo era arrastado. Fazia frio no Engenhão e começava a chover no momento em que Fábio Ferreira foi ágil e aproveitou sobra numa cobrança de escanteio para fazer o gol do Botafogo.

A vantagem do time carioca irritou Muricy Ramalho. Ele reclamou com os demais do banco de reservas que ninguém subiu para atrapalhar a finalização que resultou no gol. No intervalo, trocou Tiago Alves por Maikon Leite e também substituiu Alan Patrick por Rychely.

O Santos voltou com mais disposição e mais bem organizado. Aos 12, Jefferson saiu mal da pequena área para dar um soco na bola e, na sobra, Bruno Rodrigo, sem marcação, perdeu o gol de empate. Até o final da partida, o jogo deixou a desejar e a torcida do Botafogo reclamou do técnico Caio Júnior. Exigia mais.

A do Santos voltou para casa planejando uma festa para a noite de quarta-feira.

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