José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

'Resultado fica, jogo bonito passa', diz Felipão

Técnico ainda evitou comparações com equipe de 2002, quando o Brasil foi pentacampeão

ROBSON MORELLI - Enviado especial, Agência Estado

29 de junho de 2013 | 18h49

RIO - Luiz Felipe Scolari nunca escondeu de ninguém que é adepto do futebol de resultados. Neste sábado, na véspera da final da Copa das Confederações, diante da Espanha, o treinador voltou a defender o seu modelo de trabalho ao destacar a importância de conquistar o título. Exatamente 11 anos depois do pentacampeonato, ele pede que a atual seleção brasileira não seja comparada com o time que conquistou o mundo no Japão e na Coreia do Sul.

"Nós jogamos bonitos numa Copa do Mundo (de 1982) e não ganhamos. Sacrificamos o resultado pelo espetáculo. Em 2002, (o Brasil) jogou bonito e ganhou. Todo mundo quer jogar bonito e ganhar. O resultado fica para a história. O jogo bonito passa. Essa é a minha filosofia, gostem ou não gostem", comentou Felipão.

Questionado em entrevista coletiva sobre a coincidência de datas entre as finais da Copa do Mundo de 2002 e a da Copa das Confederações, ambas em 30 de junho, e se existe alguma relação entre as duas equipes, o treinador pediu para que esse tipo de comparação não seja feita. Quer que o time de 2013 tenha sua própria identidade.

"Já passou, já foi. Tenho que viver esse momento, que é nosso, é único, foi criado por eles (jogadores). Quem tem a possibilidade de mudar essa história são eles, os jogadores. Vou passar a eles essa mensagem: eles são os responsáveis pela mudança quem sabe profunda no nosso futebol. Eles é que merecem que amanhã (domingo) a gente fale deles", destacou o treinador.

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