Reunião na Vila dá início à reformulação no Santos

Muricy encontra-se com dirigentes para falar de reforços, renovação de contratos e possível saída de jogadores

Sanches Filho - Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h07

SANTOS - A cúpula do Santos e o técnico Muricy Ramalho reúnem-se na tarde desta terça-feira, 26, para discutir a reestruturação do elenco, com a chegada de reforços e a antecipação da renovação de alguns contratos. Com o encerramento dos empréstimos de Alan Kardec (dia 30) e Renteria, já dispensados, a prioridade é encontrar no mercado interno e nos países vizinhos pelo menos um atacante de qualidade para se revezar com Borges (caso permaneça na Vila) ou para ser o novo companheiro de ataque de Neymar. E possíveis propostas por alguns titulares devem ser colocadas na mesa.

"Pode acontecer de alguns jogadores saírem, porque o Santos está na vitrine e é muito valorizado fora do País'', admitiu Muricy.

O técnico lamentou não ter sido possível contratar em definitivo Alan Kardec, porque o Benfica exigia 6 milhões (mais de R$ 15 milhões) pelo atacante. "Entendo a diretoria e sei que não é possível fazer loucuras.''

O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro já prometeu ir atrás de um atacante para jogar com Neymar ou ser a referência ofensiva da equipe quando o craque estiver na seleção. Como está sem dinheiro, o Santos espera encontrar parceiro disposto a expor o seu "produto" ao lado de Neymar e Ganso e ganhar mais à frente, numa possível transferência para o exterior.

Mas a primeira cara nova a aparecer no clube deverá mesmo ser o ex-corintiano Bill. Antes do primeiro jogo das semifinais da Libertadores, Luis Alvaro ligou para o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, e pediu a liberação de Bill antes do encerramento do seu contrato.

O pedido foi atendido, pois o Corinthians se livrou de pagar um mês de salário ao jogador, mas Bill não pôde assinar com o Santos porque seu contrato com o Bragantino (tem 35% dos direitos sobre o atacante) termina em 21 de julho e o clube do interior exigiu uma compensação para antecipar o encerramento do vínculo.

Borges quer aumento salarial e renovação por mais dois anos para ficar no Santos. Os dirigentes não concordam, mas Muricy vai pedir que seja feito um esforço para que ocorra um acordo.

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