Reunião tensa define vinda de Dilma ao Rio

O staff da presidente Dilma Rousseff confirmou a presença dela no sorteio dos grupos das Eliminatórias do Mundial de 2014, amanhã, no Rio. Detalhes relacionados ao acesso e credenciamento dos assessores de Dilma foram acertados em reunião rápida e tensa com a direção do Comitê Organizador do Mundial de 2014, no meio do centro de convenções da Marina da Glória.

Almir Leite, Bruno Lousada, Sílvio Barsetti e Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2011 | 00h00

Alguns obstáculos atribuídos ao rigor da Fifa no evento promovido pela entidade pareciam dificultar a logística da comitiva presidencial.

Por causa do fechamento do espaço aéreo no entorno do local do evento, é provável que Dilma chegue à Marina da Glória de carro, depois de desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão. A opção em condições normais seria descer na área de helicóptero.

O cerimonial de Dilma quis obter mais informações de como se daria o deslocamento da presidente na área interna da Marina da Glória. Recebeu do COL algumas indicações. Uma nova reunião foi agendada para hoje.

Uma das reivindicações da equipe de Dilma é quanto à presença dos cinegrafista e fotógrafo exclusivos da presidência próximos ao palco. Discutiu-se também sobre eventuais convidados de última hora da comitiva presidencial, como senadores, ministros e deputados federais.

O diretor de Comunicação do COL, Rodrigo Paiva, ouvia as exigências com atenção e tentava buscar soluções, mas não parecia muito confortável com a situação - o COL mantém todo esforço de não desagradar a Fifa com medidas de improviso.

A entidade máxima do futebol adota rigoroso esquema de segurança em seus eventos e quer fazer uma filtragem dos que vão vir com Dilma para o Rio. "É de praxe nesses casos", disse Paiva. "Um papel nosso aqui é o de tentar minimizar o constrangimento nesse acordo", disse uma das assessoras de Dilma.

Com a intenção de marcar posição e acenar com participação mais direta na organização da Copa, o governo federal montou seu próprio estande na Marina, onde vai dispor de ilustrações e textos sobre os investimentos públicos nas cidades que vão abrigar jogos do Mundial.

As 12 cidades-sede fizeram o mesmo, com a intenção de ampliar a divulgação das ações realizadas para a Copa. Dilma não decidiu se vai ficar na Marina até o fim do sorteio.

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