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Revezamento 4 x 100m briga por medalha

Edson Luciano Ribeiro pediu ao torcedor brasileiro para fazer figa, ir para a frente da televisão e torcer. "Vamos todos estar brigando por uma medalha. Qualquer empurrão para nós é válido, estamos numa Olimpíada", afirmou. O revezamento 4 x 100 metros do Brasil está na final olímpica e corre neste sábado, a partir das 15h45 (horário de Brasília), na raia 2 da pista do Estádio Olímpico, entre Austrália e Inglaterra, tentando chegar ao pódio pela terceira vez consecutiva, nos Jogos de Atenas. Completam as raias, a Nigéria, os Estados Unidos, donos do melhor tempo da semifinal (38s02), a Polônia, o Japão e Trinidad e Tobago. As desqualificações da Alemanha e Jamaica foram as principais surpresas da noite de ontem. O Brasil se classificou com o tempo de 38s64. Os Estados Unidos, que hoje correram com Shawn Crawford, Davis Patton, Coby Miller e Maurice Greene são os favoritos ao ouro. Mas para colocar o Brasil no pódio, Claudio Roberto de Souza, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Vicnete Lenílson terão de corrigir os erros que cometeram ontem, na semifinal da prova, em pelo menos duas passagens do bastão. "Hoje (ontem) o desempenho não foi perfeito. Foi a ansiedade, o nervosismo do primeiro tiro (largada). Nós ficamos nos cobrando... será que tudo vai dar certo? O atleta fica nervoso, com medo, pensa no pai, na mãe, no técnico, na torcida, no Brasil, não sabe se reza ou se concentra...Essa mistura de emoções atrapalha na semifinal. Amanhã (hoje) todo mundo vai estar mais solto", vai falando Edson Luciano Ribeiro, ainda todo empipocado, nos braços e no peito, por causa de uma alergia a carne de porco que teve quando passou pelo camping de Huelva, na Espanha. Na primeira passagem, Claudio chegou muito rápido em Edson Luciano. "Encavalou", definiu Vicente Lenílson. Na segunda passagem, André levantou a mão para trás muito cedo esperando pelo bastão - "correu com a mão para cima e, nessa hora abriu o buraco", disse Edson, referindo-se ao fato de o Brasil ficar para trás. "Mas é sempre assim, precisamos corrigir esses detalhes para amanhã (hoje). O Jayme (o técnico Jayme Neto Jr.) tinha três câmaras filmando e vai corrigir. Deve aumentar a distância nos setores, principalmente entre mim e o Claudio. Fé - E se tudo der certo poderemos correr num tempo melhor." Em Sydney, com um erro na passagem, Edson recorda-se que o time fez 38s24 e, depois, na final, sem erros, o tempo foi 37s90. "Que Deus nos ajude e que aconteça aquilo que aconteceu em Sydney. Com tudo corrigido, que o tempo vá para baixo. Em Sydney, 50 anos vão passar e eu vou lembrar." Nos Jogos de Sydney, com Edson Luciano Ribeiro, André Domingos, Vicente Lenílson e Claudinei Quirino, que desta vez não conseguiu índice, o Brasil ficou com a medalha de prata. Em Atlanta, em 1996, com André e Edson, mais Robson Caetano e Arnaldo de Oliveira, o Brasil ficou com a medalha de bronze. E no Mundial de Paris, no ano passado, com a mesma formação de Atenas, a equipe brasileira foi terceira, mas acabou herdando a prata por causa da desqualificação, por doping, dos ingleses.

Agencia Estado,

28 Agosto 2004 | 08h47

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