Chris Young/ AP
Chris Young/ AP

Revezamento 4x100m leva bronze e ganha moral para a Olimpíada

No feminino, Rosângela Santos ficou em 4ª por 0s01

Estadão Conteúdo

25 de julho de 2015 | 21h29

Depois de passar em branco em todas as provas de velocidade dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil conquistou uma bastante festejada medalha de bronze no revezamento 4x100m no atletismo do Pan. Numa disputa equilibradíssima contra Trinidad & Tobago e Antígua & Barbuda, Aldemir Gomes Júnior conseguiu chegar na frente dos rivais por diferença quase imperceptível a olho nu. No feminino, aconteceu o contrário e o Brasil terminou em quarto.

Entre os homens, o bronze veio depois de uma troca arrojada na comparação com a escalação da semifinal. Gustavo Machado abriu, a passagem para Vitor Hugo não foi boa, mas depois Bruno Lins entrou bem na curva. Enquanto a Jamaica errou a transição, os brasileiros foram perfeitos e Aldemir Gomes entrou bem na reta, assegurando o bronze.

Sem contar com o veterano José Carlos Moreira, o Codó, de 31 anos, que queimou a largada nas eliminatórias dos 100m e voltou ao Brasil, o time aproveitou para correr renovado. Gustavo tem 24 anos, Aldemir 23 e Vitor Hugo 20. O tempo de 38s68 se aproxima bastante dos 38s63 que deixaram o Brasil em quarto no Mundial de Revezamentos, em maio, nas Bahamas.

Em Toronto, o time brasileiro voltou a ficar atrás dos EUA, mas também do Canadá, que bateu o recorde do campeonato com uma prova impecável. Os donos da casa, liderados pela revelação André de Grasse (campeão dos 100m e dos 200m), venceram com 38s06, marca que valeria o bronze olímpico em Londres.

Pensando no relógio, a marca do Brasil no Toronto não é expressiva e não serviria, por exemplo, para levar o País à final olímpica. Mas o bronze moral a um time jovem que já está classificado para o Rio-2016 e, nesses próximos 13 meses, deve aprimorar a passagem de bastão para brigar por mais uma medalha.

QUASE

Sexto colocado no Mundial de Revezamentos, o Brasil não foi mal na final feminina do 4x100m. Desfalcada de Ana Cláudia Lemos, recordista sul-americana e líder do ranking nacional, a equipe completou no quarto lugar, com 43s01, apenas 0s09 abaixo do tempo que fez em Nassau, em maio.

Assim como no Mundial, terminou atrás de Jamaica, EUA e Canadá. Com a diferença que, desta vez, o Brasil por muito pouco não passou as canadenses. Tivesse a prova mais 10 metros, Rosângela Santos teria levado o Brasil ao bronze. A diferença para as donas da casa, afinal, foi de apenas 0s01.

LONGE DO PÓDIO

Bronze nos 800m, prova na qual é especialista, Flávia Maria de Lima competiu também nos 1.500m, neste sábado. Foi a melhor brasileira, em quinto, com 4min16s53, mas terminou a mais de seis segundos da medalhista de bronze, a canadense Sasha Gollish. A vitória foi da colombiana Muriel Coneo, com prata para outra atleta do Canadá: Muriel Coneo. Kleidiane Jardim foi a nona e penúltima a chega.

No salto em altura, Fernando Carvalho e Talles Frederico tinham alguma expectativa de alcançarem o índice olímpico, de 2,29m, mas acabaram eliminados com o sarrafo a 2,20m. Ambos falharam, depois, nas três tentativas a 2,25m. Ficaram em sétimo e nono lugar, respectivamente. O Canadá fez dobradinha de ouro e prata, com Derek Drouin e Mike Mason. Donald Thomas ganhou o bronze para Bahamas.

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