Alberto Estevez/EFE
Alberto Estevez/EFE

Revezamento feminino fica fora da final, mas vai à Olimpíada

Nos 4x200m , Brasil consegue 10º tempo e garante vaga

Estadão Conteúdo

06 Agosto 2015 | 07h57

O Brasil garantiu, nesta quinta-feira, no Mundial de Natação de Kazan (Rússia), a classificação de mais um revezamento para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O 4x200m feminino brasileiro não conseguiu avançar à final do Mundial, mas, com o 10.º tempo, garantiu uma das vagas olímpicas que estavam em jogo.

O time, formado por Manuella Lyrio, Jessica Cavalheiro, Joanna Maranhão e Larissa Oliveira não conseguiu baixar o recorde sul-americano (7min56s36, feito no Pan), mas fez o suficiente para se colocar entre os 12 primeiros, com o tempo de 7min57s15, em décimo. Para entrar na final, entretanto, seria necessário nadar mais de dois segundos abaixo disso.

A classificação premia uma equipe que vive seu melhor momento na história. Em abril, a equipe do Pinheiros batera o recorde sul-americano com 8min03s22. Esse tempo já caiu mais de sete segundos de lá para cá, ainda que seja insuficiente para colocar as brasileiras brigando por final.

"Esse ''rev'' (revezamento) ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e Londres-2012. Precisou de uma mudança de geração pra essa vaga acontecer. Essas três meninas (Manuella, Larissa e Jessica) vêm há muito tempo elevando o nível dos 200m livre e elas trazem todo mundo. Trazem a mim, as mais novas, então acho que o mérito é principalmente delas", disse a veterana Joanna Maranhão.

Na Olimpíada, para cada revezamento classificado, o país pode levar dois atletas extras - que não têm índice ''A'' para as provas individuais. Por enquanto, o Brasil já classificou três equipes (também o 4x100m livre masculino e feminino) pelo Mundial de Kazan, mas a tendência é levar os seis times à Olimpíada, o que permitiria a participação de mais de 12 brasileiros nos Jogos.

O Mundial é válido como tomada de índice para os Jogos Olímpicos, mas o Brasil, assim como as principais potências da modalidade, não convocará os atletas que fizerem índice em Kazan. Terá dois eventos para isso: o Torneio Open, em dezembro, e o Troféu Maria Lenk, em abril do ano que vem.

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