Tiago Queiroz/Estadão
Da esquerda para direita: Victor Fernandes (técnico), Felipe Bardi (reserva), Derick, Vitor Hugo, Toninho e Bruno Lins Tiago Queiroz/Estadão

Revezamentos do Brasil buscam passaporte para o Mundial de Londres

Equipes 4x100 m e 4x400 m masculina e feminina competem em Nassau

Nathalia Garcia, enviada especial a Bragança Paulista, O Estado de S. Paulo

22 de abril de 2017 | 07h01

Garantir a classificação dos revezamentos 4x100 m e 4x400 m masculino e feminino para o Mundial de Atletismo de Londres, em agosto, é o objetivo do Brasil neste fim de semana, em Nassau. Para alcançar a meta, as equipes precisam ficar entre os oito finalistas no Campeonato Mundial de Revezamentos. Atrás de renovação, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) adotou as melhores marcas de 2017 como critério de convocação. Assim, a responsabilidade ficará a cargo de um grupo composto por atletas experientes e novatos.

"Nossa ideia é começar uma renovação agora, mesclando atletas que participaram dos Jogos Olímpicos com a garotada. O importante é ter uma base com quem a gente possa contar nos próximos anos", diz o treinador chefe, Carlos Alberto Cavalheiro.

O principal expoente dessa nova geração é Derick de Souza Silva, que completa 19 anos no domingo. Convocado para a seleção adulta pela primeira vez, o atleta será titular no 4x100 m masculino e tenta absorver os conselhos de Bruno Lins e Vitor Hugo dos Santos para ajudar a colocar a equipe no pódio.

"Eles são os mais experientes em revezamentos e tentam dar confiança para a gente. Vindo deles, tento abraçar tudo o que passam para mim", afirma. O mais jovem do grupo é Felipe Bardi, de 18 anos, que será o reserva. Na última edição, em 2015, o Brasil terminou na 4.ª posição, atrás de Estados Unidos, Jamaica e Japão.

Já as brasileiras do 4x100 m feminino querem apagar os traumas do passado. Nos Jogos Olímpicos do Rio, a equipe foi desclassificada por atrapalhar o quarteto norte-americano. "Só quero que o bastão não caia e que a gente consiga chegar até o fim", torce Bruna Farias, responsável pela largada.

Especialista em salto em distância e salto triplo, Tania Ferreira da Silva fará sua estreia no revezamento e tem contado com as dicas das companheiras desde o camping de treinamento, em Bragança Paulista, na véspera da competição. "Temos de passar segurança para ela. Falamos para relaxar e tomar cuidado com a mão", explica a velocista, que divide o posto de conselheira com Vitória Rosa.

A jovem de 21 anos ganha protagonismo depois de ser a caçula do atletismo brasileiro na Olimpíada e se sente preparada para a missão. Mas a referência do grupo é Rosângela Santos, que se juntou ao time nas Bahamas. Sua ausência no período de preparação é minimizada por Cavalheiro. "Ela é a última e só vai receber. A Rose é muito experiente e sabe controlar quem está vindo, não terá problemas." A meta é ir à final e, a partir daí, as brasileiras sabem que tudo pode acontecer.

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Casa do atletismo em Bragança Paulista ainda passa por reformas

Local foi sede do camping da seleção na véspera do Mundial de Revezamentos

Nathalia Garcia, enviada especial a Bragança Paulista, O Estado de S. Paulo

22 de abril de 2017 | 07h01

Na véspera do Mundial de Revezamentos, a seleção brasileira se reuniu pela primeira vez no Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), em Bragança Paulista (SP). O camping foi o primeiro contato com a nova casa do atletismo brasileiro - instalada na área do antigo clube da Rede. Sem iluminação na pista, o local ainda passa por reformas.

"Programamos o camping para aproveitar a estrutura do centro, que será a casa do atletismo pelos próximos 20 anos. Essa é a primeira visita oficial de seleções, estamos deixando (o local) adequado para recepcionar melhor os atletas. A proposta é fazermos as preparações pré-competições aqui", explica Clovis Alberto Franciscon, gerente de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

A revitalização do espaço inclui uma pista indoor (com quatro raias), uma caixa de saltos horizontais, espaço para saltos verticais, com salto com cara, e a adequação de salas internas para musculação, fisioterapia, massoterapia e biomecânica. A construção de um alojamento também está no projeto, enquanto não sai do papel, os atletas ficam hospedados em um hotel próximo ao centro de treinamento.

A projeção é que as obras sejam concluídas ainda este ano. "Começamos as obras de revitalização do centro este mês (abril). Queremos que até o segundo semestre esteja 100% funcionando para receber ao menos a seleção que vai para o Mundial de Londres", projeta. 

Segundo o dirigente, os atrasos devem-se à questão financeira. "Estamos com dificuldade, não estamos seguindo o cronograma que havíamos previsto por conta do retardo do contrato de patrocínio da Caixa", justifica Clovis Alberto Franciscon. Entre 2013 e 2016, o aporte da estatal foi de R$ 90 milhões; valor que sofrerá redução para o ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio, em 2020.

 

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